'Rock of Ages' é uma celebração ao cinema e a Tom Cruise

Estadão

11 de agosto de 2012 | 12h00

Luiz Carlos Merten

Havia em Hairspray – O Filme a cena em que a garota convencia a mãe (John Travolta) a sair de casa. Desde que engordara, sentia-se um monstro, num mundo em que só a beleza externa importa. A redescoberta do mundo, da vida, era um dos bons momentos da releitura que o diretor Adam Shankman propunha da obra de John Waters.

 A cidade é de novo a personagem principal de Rock of Ages. Jennifer Hough chega a ela logo de cara. E, em seguida, conhece Diego Bonetto. Ambos são jovens, belos, talentosos. Mas ela não foi em busca de carreira. Nem de dinheiro. Foi atrás de amor numa cidade onde ele se tornou o mais raro dos bens.

Dito assim, Rock of Ages parece tolo, mas o que você vai sentir, assistindo ao filme que estreia dia 24, é a energia que Shankman põe na tela. Ele conseguiu – outra vez. A vingança do rock farofa, dos anos 1980.

Tom Cruise faz o astro, um roqueiro inspirado em Iggy Pop e Axl Rose. O que sou?, canta Tom Cruise. E ele próprio responde – sexo, objeto de desejo. Bunda de fora, gestos lascivos, Tom Cruise é o homem em Rock of Ages. Esqueça o divórcio, a Cientologia.

Concentre-se no astro que sacrificou dois anos da carreira – e o posto de número 1 em Hollywood – pelo privilégio de trabalhar com Stanley Kubrick. O filme celebra o amor. Hétero, gay. Vinga o rock farofa. Celebra o sr. Cinema. É legal. O adjetivo é pouco para o entusiasmo que, de peito e mente abertos, Rock of Ages pode provocar.

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