Rock já foi considerado 'coisa do demo' nos anos 50

Estadão

13 de julho de 2012 | 19h20

Rose Saconi

Em 1956, o novo estilo musical provocou ‘manifestações histéricas de adolescentes’ em SP

São poucos os gêneros musicais que conseguem receber opiniões tão opostas: de coisa do diabo, a estilo de vida, de contracultura subversiva, a evento humanitário. O rock já foi chamado de tudo isso.

Na década de 50, o rock invadiu a França. Foto: AP

Em 1956, o ‘novo estilo’ provocou confusão em São Paulo no primeiro dia de exibição nos cinemas do filme Ao balanço das horas (Rock around the clock). O então governador Jânio Quadros, com receio do “ritmo selvagem” da nova música e de seus “efeitos histéricos que já havia causado nos Estados Unidos e Europa”, baixou portaria proibindo a entrada aos menores de 18 anos.

21/12/1956
No mesmo dia, o Estado publicou um artigo analisando os efeitos do rock no comportamento dos jovens. “O rock n’roll, que oriunda dos EUA, está-se espalhando por todo o mundo e acaba de atingir o Brasil”.
21/12/1956
Dia do Rock. 13 de julho passou a entrar no calendário como o Dia Internacional do Rock a partir de 1987, quando a Anistia Internacional, com o apoio da ONU, instituiu a data. Na verdade, a criação desta data começou a surgir realmente em 1985, com o festival humanitário Live Aid. Os shows foram realizados nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália no dia 13 de julho e reuniram uma seleção de grandes nomes da música para ajudar as vítimas da fome da África.
13/7/1985

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