Rock in Rua: um passeio pelo projeto Rock Street

Estadão

18 de setembro de 2011 | 22h45

Julio Maria

A Rua do Rock fica logo ali, entre a roda gigante e o espaço dos DJs de música eletrônica. Olhando de cima a geografia da Cidade do Rock, que lembra uma guitarra, ela seria o braço do instrumento. Se tudo der certo, o projeto da Rock Street, pela primeira vez em um Rock in Rio, pode se tornar em muitos momentos o melhor lugar para se estar.

 E isso por alguns motivos: ela fica longe da grande concentração da pista principal do Palco Mundo e mais longe ainda do Palco Sunset, sendo assim uma espécie de refúgio entre um e outro show mala que o fã não queira ver. É lá que estarão as lojinhas charmosas, coloridas e estilizadas ao estilo casinha de madeira de New Orleans.

Uma venderá salgados, outra bebidas, outra camisetas, CDs. Uma cartomante atenderá roqueiros em dilemas com seus destinos. E o mais bacana: pequenos shows curtos e performances de artistas de rua rolarão entre as 14h30 e as 22h, em um coreto típico de cidade do interior que fica no centro da via.

Se o som do Palco Mundo não vai invadir este espaço? Sim, provavelmente. “Mas o cara que quiser ver vai parar e prestar atenção, como acontece com os músicos de rua”, diz Bruce Henri, curador da Rock Street.

Rodrigo Santos: tocando Beatles e Rolling Stones (Foto: WILTON JUNIOR/AGENCIA ESTADO/AE)

A ideia inicial de Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, era fazer com que cada casa fosse um bar com música ao vivo. “Seria poluição sonora demais”, diz Bruce.

Em situações assim, com pouco tempo para seduzir uma plateia passante, o normal é que os artistas invistam em um ‘tratamento de choque’, com shows de hits que todos conhecem, sem maiores intenções autorais. Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, tem na manga Beatles e Stones. “Vai ter muito rock and roll.”

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