Rock básico e eficiente de Joan as the Police Woman

Estadão

01 de maio de 2011 | 22h45

Emanuel Bomfim

Eu acho que há tristeza em minha música, porque a vida é triste – disse certa vez Joan Wasser, tentando explicar o teor melancólico das composições do grupo Joan as Police Woman.  Ela responde por quase tudo na banda: escreve, canta, dá entrevistas…  

As lamúrias derramadas sobre um rock básico, quase punk, não são nada figurativas.  A quarentona Wasser enfrentou tragédias pessoais de tirar o rumo, como as mortes do namorado Jeff Buckley, em 1997, e de sua mãe, em 2007.

 Mesmo assim, nunca parou de produzir, só demorou para descobrir que poderia assumir o comando de um grupo de rock.  Foi ganhando experiência ao lado de nomes como Sheryl Crow, Scissor Sister, Anthony & Johnsons e Lou Reed que o Joan as Police Woman nasceu em 2004.  

Após dois álbuns de estúdio e um ao vivo, o trio coloca na praça Deep Field, o disco mais maduro e alegre nesta curta trajetória.  A combinação guitarra potente, Fender Rhodes e vocal sensual tem efeito devastador.  Basta ouvir a engenhosa Magic para perceber que o indie rock cantado por mulheres ganhou mais uma nova estrela, além de Feist e Regina Spektor.

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