Robert Plant presta um grande tributo ao passado

Estadão

01 de setembro de 2012 | 17h00

Julio Maria

Difícil olhar para os tiozões do rock and roll e imaginá-los ainda vibrantes, criativos, com sangue nos olhos. Pois Robert Plant – que os deuses o tragam mesmo em outubro ao Brasil, conforme anunciado – o tempo tem feito um bom trabalho. Plant se recusa a mo e fazer covers de Led Zeppelin. Ele sempre dá um jeito de tocar seus clássicos com outro formato.

Nunca ficam melhores que os originais, mas valem para marcar sua postura. Se um repórter lhe perguntar detalhes de como era sua vida no Led Zepellin, toma uma invertida daquelas.

“Eu não me lembro nada daquele tempo. Talvez as paredes saibam”, disse ele na entrevista que acompanha o show que fez em Nashville com a Band Of Joy, o grupo com o qual lançou um disco no ano passado mas que, infelizmente, não trará ao Brasil, já que seus novos companheiros são os caras do Sensational Space Shifters.

Com a nova Band of Joy, nome de sua banda anterior ao Led, de onde saiu também o baterista John Bonham, Robert chegou a um lugar incrível recolocando sua voz agora mais rouca do que aguda a serviço de uma sonoridade essencialmente country.

Para isso, se juntou com uns caras feras do Sul dos Estados Unidos, sendo o guitarrista Buddy Miller o maior deles, e confeccionou uma textura de sons envolvente e acústica, repleta de bandolins, slides, baixo de pau e violões. Uma turnê foi feita pelos Estados Unidos e um dos shows, registrado no Artists Den de Nashville, virou este impagável DVD.

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