Ringo Starr e sua pequena obra-prima

Estadão

26 de março de 2012 | 22h10

Julio Maria

Ringo Starr saboreia das benesses reservadas a ele pelo passado sem culpa nem estresse. Quando tem vontade de viajar, reúne amigos e sai à bordo de sua All-Starr Band, a mesma que veio ao Brasil em 2011. Quando brota saudade dos estúdios, chama outra turma e faz um disco. Sem pressões, sem fardos, sem nada a provar.

Pois aqui está um de seus melhores álbuns. 2012 é um CD da nova ordem, de poucas músicas e força concentrada para uma geração que não para mais para ouvir 24 temas de um artista só.

São 9 faixas de um rock beatleniano com arranjos estruturados naquelas harmonias que os Beatles faziam em sua primeira fase, de onde Ringo Starr nunca gostaria de ter saído.

Uma alegria cortada aqui e ali por uma guitarra de pegada blues de Kenny Wayne Shepherd (o menino chamado em 2000 de novo Stevie Ray Vaughan mas perdido em algum lugar no meio do caminho) ou de Joe Walsh, parceiro velho de guerra que aparece em Slow Down. Ringo, em Samba (que nada tem de samba) ou Anthen, toca um rock que é ele: sem profundidade, sem introspecção. De uma felicidade de dar inveja.

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