Ricardo Gaspa, ex-Ira!, lança novo álbum

Estadão

16 de maio de 2013 | 17h00

Cesar Gavin – do blog Vitrola Verde

O que é que você faz quando a sua banda do coração termina?  Você ouve os discos numa tarde vazia, assiste os vídeos e mata a saudade do bom e velho rock and roll. Correto? Sim. E aí vida te presenteia o tempo todo com novas emoções e abre as possibilidades para ouvirmos o trabalho solo dos integrantes que fizeram parte da sua geração, e então, você volta a ter quinze anos, começando tudo de novo e se apanha sorrindo. É assim que me senti quando ouvi cuidadosamente o novo trabalho do Gaspa, o bass player.

Gaspa é um artista diferente do que conhecemos. É um músico despreocupado com a fama. Seus destinos  foram traçados por composições e/ou interpretações destacadas nas bandas em que passou: Voluntários da Pátria, KGB, Cabine C e claro, o Ira!. Os frutos do sucesso foram bem colhidos, vividos e utilizados.

A maturidade artística fica evidente quando se experimentam novos timbres, novos arranjos, músicas inéditas, regravações ou não e ainda a divisão de seu trabalho autoral com grandes nomes no vocal como Flávio Landau, Marcelo Nova, Ricardo Alpendre (banda Tomada e Gaspa e os Alquimistas), Wander Wildner e Karol Sun.

O disco foi gravado com um time gigante de músicos, produzido por Edu Gomes (Irmandade do Blues, ZFG Mob, entre outros) e co-produzido por Netto Rockfeller (Blues The Ville). O álbum é recheado de  Rock and Roll, Country e  Rockabilly. Uma viagem que faz-te querer sempre mais.

Vale lembrar que além da carreira solo, Gaspa mantém firme e forte a banda Gaspa e os Alquimistas.

Divulgação

 Cesar Gavin: Gaspa, o Edgard Scandurra elogia seu tino para hits tendo um bom gosto para romantismo. Qual sua inspiração para compor? 

Gaspa: Sempre vem a música primeiro, nunca uma letra, mas geralmente na parte letra, dou uma ideia básica do assunto… um briefing. Quanto à música, varia muito. As vezes parte de um acorde diferente ou uma melodia que vem á cabeça. Não existe uma fórmula .

Cesar Gavin: Você atuou como cantor na faixa “Tanto Quanto Eu”. Sua voz é boa para cantar. Existe uma possibilidade de você cantar futuramente? 
Gaspa: Dificilmente eu cante mais que uma música. Gosto de cantar, fazer backing , mas meu problema é decorar as letras. Quando chega a hora de cantar, me fogem as palavras. Fica impossível.

Cesar Gavin: Como foi a escolha do repertório? Uma lista grande ou já tinha em mente quais faixas iria gravar? 
Gaspa: Eu queria fazer um repertório com  músicas autorais e elas deveriam ficar boas em um formato  no baixo acústico. Então fui garimpar nos discos do Ira! e em tudo o que fiz até hoje.

Cesar Gavin: Você escolheu um time seleto de músicos e cantores. Faltou alguém? 
Gaspa: Sempre falta alguém. Poderia ter sido uma festa ainda maior, mas escolhi as pessoas mais próximas na época.

Cesar Gavin: Sua parceria com Ricardo Alpendre tem dado certo e rendeu duas faixas inéditas para este álbum. Vem mais coisa por ai? 
Gaspa: Com certeza! O Alpendre é uma pessoa com uma disposição incrível, um bom letrista e muito musical. A parceria com ele flui, pois ele gosta de trabalhar.

Cesar Gavin: Como foram as gravações do disco e produção de Edu Gomes e co-produção de Netto Rockfeller?
Gaspa: O CD foi gravado em duas partes uma em São Carlos sob a tutela de Netto Rockfeller e outra em São Paulo com a direção de Edu  Gomes, que foi fundamental muitas vezes,  na concepção guitarras  e opinando nos arranjos e na produção em geral.
Álbum: Gaspa – The Bass Player
Lançamento: PPAM
Ano: 2012
Preço: R$15,00

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