Resenhas selecionadas: Hevilan, Tropa de Shock, Made of Stone, Headhunter DC…

Estadão

25 Setembro 2013 | 11h58

Marcelo Moreira
A persistência é a alma do negócio, já diria um célebre lojista da Galeria do Rock, que ainda insiste em vender CDs e DVDs. Muitas bandas de rock, em especial as de heavy metal, mantêm a chama acesa e acreditam em um mundo melhor para quem faz rock no Brasil, com a possibilidade de algum reconhecimento. É o sonho de se tornar o novo Kiara Rocks, banda novata (embora seus integrantes sejam bem rodados no cenário paulistano), que antes mesmo do segundo álbum (o primeiro sem ser independente) conseguiu tocar no palco Mundo do Rock in Rio. O Combate Rock faz uma rápida seleção de resenhas de bandas que merecem atenção neste segundo semestre:
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– Hevilan –  “The End Of Time” é um trabalho bem produzido, com boa apresentação gráfica e muita pancada. Power metal dos bons, mostra instrumentistas competentes, em especial nas guitarras, com solos intrincados e bem feitos. O som é agressivo e muitas vezes beira o thrash metal, mas a técnica impressiona, enquanto que as composições, nem tanto. Os convidados são ilustres, como Aquiles Priester (bateria) e Vítor rodrigues (Voodoopriest, ex-Torture Squad).  Ouça as boas “Desire Of Destruction” e “Shades Of War”.

Tropa de Shock – Banda veterana dos anos 90, chega ao seu oitavo álbum cada vez mais pesado e vigoroso. “Immortal Rage”, lançado pela  MS Metal Records, é um achado em meio a tanto heavy extremo que anda predominando no mercado. a banda continua apostando no bom e velho metal tradicional, ora remetendo aos bons tempos do Iron Maiden, ora aos do Judas Priest, tudo com uma sonoridade moderna e interessante. A produção é propositalmente crua, deixando evidentes as guitarras na cara, embora pudesse realçar mais o peso. Os destaques são “Freedom”, bem pesada, e “You Are a Liar”, com excelentes vocais.
Headhunter D.C. – Outra banda veterana, que agora reedita um clássico.”Brazilian Deathkult Live Violence…” foi lançado originalmente em 2002 pelo selo francês Eternal Fire, e traz o registro de uma apresentação no festival “Midnight” na cidade de Itabuna (BA) em 1995, durante a turnê de divulgação do álbum  “Punishment at Dawn” (1993). Mesmo com as melhoras na mixagem e na masterização, a qualidade ainda não ficou boa, mas é um registro interessante da brutalidade do som do grupo.  Os melhores momentos são os clássicos “Decomposed”, “Bloodbath” e “Terrible Illusion” e uma versão para uma música do Venom, “Buried Alive”.
Made of Stone – Uma aposta arriscada a desta banda mineira. “Day After Day” tenta ser inclassificável, percorrendo o metal alternativo, o prog rock e até mesmo o hard rock. A produção é de primeira qualidade e são vários os bons momentos, em especial a timbragem das guitarras. Entretanto, falta certa unidade às composições, o que dá um ar de coletânea tamanha a diversificação. “Lie to Me”, “Bullet of War” e “Pieces of Me” são os destaques, com alguns riffs de guitarra bem legais.