Red Hot Chili Peppers: pimentas ardidas e maduras

Estadão

15 de setembro de 2011 | 12h00

Roberto Nascimento

Parte da expectativa de I’m With You, novo disco do Red Hot Chili Peppers, foi sobre como soaria a banda com o novo guitarrista Josh Klinghoffer, que substituiu o reverenciado John Frusciante em 2009. Frusciante, afinal, é reconhecido como um dos maiores dos últimos 20 anos e a química entre sua guitarra e o baixo de Flea definiu a sonoridade enxuta e ritmada do grupo.

Mas nervos afloraram em vão. O disco, que esteve disponível para streaming durante a semana e tem lançamento previsto para esta segunda-feira, no Brasil, é mais do bom e velho Red Hot.

O que não é uma observação negativa, especialmente para os que esperam assistir à banda ao vivo no Rock in Rio e em São Paulo no fim de setembro. Em meio à penca de bandas noventistas que vem ao País, o grupo de Anthony Kiedis tem boas chances de fazer o melhor show.

Red Hot está vivo, tocando os grooves californianos de sempre com precisão e agilidade. As células de contrabaixo meio funk, meio rock de Flea ainda impulsionam o grupo e colocam a banda bem acima das imitações. As letras de Kiedis continuam ruins e os vocais mantiveram a percussividade punk meio exagerada de sempre.

Klinghoffer não mexe na receita de Frusciante e cumpre sua função rítmica honrosamente. Os destaques vão para a trinca que abre o disco voando baixo, amortecendo na elegíaca Brendan’s Death Song e Did I Let You Know, um rock highlife que evidencia as influências africanas da banda.

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