Red Hot Chili Peppers e Snow Patrol no Rock in Rio IV

Estadão

19 de novembro de 2010 | 08h03

Carolina Cassola e Luciano Borborema – Território Eldorado

 Após o anúncio do Metallica no palco do Rock in Rio 2011, primeira banda internacional a confirmar presença, agora é a vez de Red Hot Chili Peppers. A banda californiana, que tocou na edição de 2001 do festival, dessa vez vai se apresentar na segunda noite do evento (dia 24 de setembro), ao lado dos escoceses do Snow Patrol, que desembarcaram em outubro no festival Natura Nós, em São Paulo. Nesse mesmo palco, o Capital Inicial também fará show.


Californianos do Red Hot vai subir ao palco do festival em 24 de setembro de 2011. (Divulgação) Depois de 10 anos, o Rock in Rio volta para o Brasil, e agora para ficar. Pelo menos para mais três edições: 2013 e 2015, além da que ocorrerá nos dias 23, 24 e 30 de setembro e 1º e 2 de outubro de 2011. Os primeiros ingressos começam a ser vendidos nesta sexta (19)- entradas custarão de R$ 95 (meia) a R$ 190 (inteira) no site do Rock in Rio.

 O Rock in Rio dará continuidade à sua política de diversificar as atrações. O vídeo institucional com a canção tema do festival mostra esse cenário: Ivete Sangalo em parceria com o rapper Marcelo D2, Ed Motta junto com a roqueira Pitty, Dinho Ouro Preto dividindo o estúdio com Toni Garrido.

Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, conta que a mistura de estilos é a proposta de parte das apresentações nacionais. “Vamos manter esse espírito de Jam Session”, explica, ao revelar que sua banda de heavy metal deve subir no palco acompanhado de uma orquestra. 

A diversificação de estilos no Rock in Rio ficou marcada, principalmente na edição de 2001, com a presença de diversos artistas que fogem do rótulo “rock n” roll” – quem acompanhou viu o baiano Carlinhos Brown tendo que se apresentar em meio a garrafas atiradas pelo público.

As chamadas “boys bands” – N” Sync e Five – e a popstar Britney Spears estavam lá. Por outro lado, as distorções do Iron Maiden, do Oasis, do Foo Fighters também. O mesmo deve ocorrer na edição do ano que vem. O festival de 2011 terá dois palcos e uma tenda para música eletrônica. 

Foi a partir de 2001 que começou a implantação de conceitos como meio ambiente e responsabilidade social no festival. Nas edições europeias – foram quatro em Lisboa e duas em Madri -, foi definido o comprometimento em compensar as emissões de dióxido de carbono (CO2) produzidas pelo evento. 

Segundo a organização, milhares de árvores foram plantadas nos dois países. Além disso, a organização destinou, conforme Roberta Medina, empresária e filha do idealizador do Rock in Rio, Roberto Medina, mais de 5 milhões de euros em ações de educação e inclusão social.

 “A gente não está só falando de festa. Mas também de usar a música como plataforma de mobilização por um mundo melhor”, afirma Roberta, ao destacar o slogan do Rock in Rio: “Por um mundo melhor”. 

Estrutura

 O Rock in Rio será como local o Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense. O local de 150 mil metros quadrados receberá investimentos da Prefeitura do Rio da ordem de R$ 40 milhões – verba que já leva em conta a modernização do local para os Jogos Olímpicos de 2016. Roberta fala em investimento total de R$ 130 milhões no evento.

O retorno, conforme a organização, tende a ser grande: em 2001, o Rock in Rio despejou US$ 350 milhões na economia carioca. “O sucesso do Rock in Rio é grande porque estamos falando de um projeto de comunicação que viabiliza modelos de negócios”, explica a empresária. 

E assim como nas edições anteriores, a organização prevê milhões de espectadores em todo o planeta. De acordo com Roberta, os shows foram transmitidos para cerca de um bilhão de pessoas em 80 países.

O local receberá ainda parque de diversões, um shopping com 30 lojas, espaço para desfiles de moda e a Rock Street, uma rua com restaurantes e apresentações de jazz. “As primeiras edições marcaram a geração dos anos 80, e a partir de 2001, o festival começou uma nova fase, não apenas para jovens, mas para toda a família”, explica Roberta Medina.

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