Rápida passagem pelos grandes shows de abril

Estadão

08 de maio de 2012 | 12h03

– The Bard’s Night –  Blind Guardian, Grave Digger e Shaman (São Paulo, Credicard Hall, 23 de abril) – Havia tensão no ar. O cancelamento do Metal Open Air, em São Luís (MA), trouxe uma aura de incerteza sobre as demais apresentações pelo país de bandas que tocariam no festival nordestino. O alívio veio quando o Grave Digger fez um show impecável e o Blind Guardian completou, arrematando com um show competente e de extrema técnica. O Shaman entrou com a faca nos dentes, após as críticas de músicos e fãs por terem tocado em São Lupis sob condições péssimas e de terem elogiado os organizadores do festival. Em 45 minutos, fizeram uma apresentação bastante competente, baseada no repertório do excelente CD “Immortal”. O Grave Digger, habitual frequentador dos palcos paulistanos, mostrou a qualidade excelente de sempre de seu heavy tradicional encorpado e trazendo as músicas de seu mais novo álbum, “The Clans Will Rise Again”, além dos grandes hits, como “Heavy Metal Breakdown”, “Rebellion” e “Excalibur”. Para encerrar, o ótimo Blind Guardian ignorou os pronlemas no Maranhão e fez um show excelente, com seu heavy metal tradicional com toques sinfônicos e teatrais. Entraram no palco para agradar aos paulistanos, praticamente só com clássicos: “Valhalla”, “Lost in the Twilight Hall”,”Time Stands Still (at the Iron Hill)”, “Majesty”, “A Past and Future Secret”, “A Voice in the Dark”, “Talelorn”, The Bard’s Song”… Não parecia que estiveram no caos maranhense nos dois dias anteriores. Uma noite histórica para o heavy metal executado em terras paulistas. (Ron Percival, especial para o Combate Rock)

– Steve Wilson (São Paulo, Via Marquês, 21 de abril) – O líder do inglês Porcupine Tree veio ao Brasil pela primeira vez e msotrou sua genialidade para pouco mais de 500 pessoas. Não que isso tenha importado, mas um dos melhores shows do ano ano merecia mais gente. E Wilson, mesmo assim, parecia realmente surpreso com a quantidad de gente, não só no Brasil, mas em toda a turnê latino-americana. Quem esperava um show com músicas de sua banda, errou feio – ainda mais porque ele tinha declarado ainda na Ingalterra que suas apresentações solo diferem muito de seu trabalho principal. O peso do prog metal e as viagens malucas dão lugar a peças mais conceituais, misturando jazz, blues e passagens eruditas. A abertura, “No Twilight Within the Courts of the Sun”, foi um cartão de visitas mais do que apropriado, e o desfile de músicas excelentes apareceu, com “Deform to Form a Star”, “Index”, “Postcard”, “Sectarian” e “Like Dust I Have Cleared From My Eye”. Também merecem destaque a interminável “Raider II” e “Get All You Deserve”. Para o bis, um agrado aos fãs de longa data do Porcupine Tree: “Lazarus” e “Trains”. Volte de novo, Wilson, que com certeza haverá mais público para o seu trabalho excelente. (Ron Percival, especial para o Combate Rock)

 – Exodus (Curitiba, Music Hall, 27 de abril) –  Nada menos do que excelente. O Exodus derrubou tudo em Curitiba, como atração principal do Thrash Maniacs Festival. Peso absurdo, precisão fantástica e muito carisma. Redenção total do heavy metal no Brasil depois da desgraça que foi o Metal Open Air, em São Luís (MA). Na abertura, a insanaThe Ballad Of Leonard And Charles” do mais recente álbum “Exhibit B: The Human Condition”, lançado em 2010, seguida de “Beyond the Pale” e “Children of a Worthless God”, mostrando um lado um pouco mais progressivo, se é que oisso é possível na porradaria do Exodus.  Os clássicos vioeram furiosos, com“Piranha”, “A Lesson in Violence” e “Bonded by Blood”.  Uma aula de insanidade e barulho. (Gerson Ianez, especial para o Combate Rock)

– Exodus (São Paulo, Carioca Club, 19 de abril) – Som limpo, precisão nos duelos e peso matador. O quinteto está cada vez mais afiado 30 anos depois da fiundação. O show mostrou claramente que a banda está mais coesa e mais rápida. Gary Holt é um mestre das seis cordas e deu um show, deixando claro porque é a grande influência dos nomes do thrash metal mais importantes da nova geração. A sequência final, com os clássicos de sempre, lavou a alma de um público ávido por peso e que até então esperava uma celebralção metaleira no Metal Open Air. Mal sabiam os presentes que o fiasco de São Luís tornaria este show de São Paulo um marco. (Marcelo Moreira)

Brujeria (Music Hall, Belo Horizinte, 19 de abril) – O ensudecedor show do Brujeria fez o favor de trazer um pedaço do inferno para a capital mineira. A barulheira misturou tudo que há de mais insano na música: death e thrash metal, hardocre e toda a sorte de sons para enlouquecer. Em exata uma hora de porrada, 19 músicas colocaram a limpo a carreira dos “mexicanos” alucinados. “Marcha de Odio”, “La Migra”, “Revolución” e os hits “Brujerizmo” e “Matando Gueros” foram os destaques. (Ricardo Castro, especial para o Comnbate Rock)

– Anthrax (São Paulo, HSBC Brasil, 27 de abril) – Joey Belladona é um cara, com todo respeito a John Bush. Aprimeira vez do Anthrax no Brasil com o seu mais importante vocalista quebrou a banca e mostrou como se faz um grande show de heavy metal. Os brasileiros, apesar do mico do Metal Open Air, foram agraciados com  uma semana insana de shows maravilhosos, como Exodus, Grave Digger, Blind Guardian, Steven Wilson e muitos outros. O Anthrax só fechou com chave de ouro, misturando peso e groove de forma perfeita e precisa. “Earth to Hell” colocou a casa abaiaxo e depis vieram clássicos atrás de clássicos. O álbim “Worship Music”, o último, foi bem destacado no repertório, mas nada supera o fantástico “Among the Living”, de 1987. E tome “I Am the Law”, “Indians”, “Amiong the Living” e “Caught in a Mosh”. Um dos grandes momentos do ano no rock aqui no Brasil. (Marcelo Moreira)

 

 

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