Rápida entrevista com o líder do KC and Sunshine Band

Estadão

13 de novembro de 2011 | 21h16

Jotabê Medeiros

Você era balconista de loja de discos quando começou e hoje quase não há mais lojas de discos. Como vê isso?

É muito triste, porque era divertido entrar nas lojas, manusear os álbuns, conversar sobre eles. Hoje a gente vai direto ao computador, baixa tudo, ninguém se fala. É muito prático, mas sinto falta daquilo.

Seu disco de 1975 é um dos raros discos que se pode colocar num toca-discos e tocar direto, sem trocar. Nunca falha. Por que você não faz um show só com aquele disco, como Roger Waters fez com The Wall?

Não sei, nunca pensei nisso. O que temos tantos outros álbuns, tantos outros hits, que fica meio estranho, as pessoas vão querer ouvir tudo. Não sei se funcionaria.

Nos anos 1970, você era um garoto branco tocando música que era mais comum negros tocarem. Como aconteceu isso?

Foi natural para mim. Eu não estava tentando ser isso ou aquilo, era a música que eu gostava e aquela era a forma como eu a compreendia. Era real. Eu não sabia que estava à frente do meu tempo. Ouvia muitas bandas, me divertia dançando, ouvia também a música da igreja. Eu vivia em Miami, era diferente de Detroit, que tinha a Motown. Em Miami, a gente não tinha barreiras.

Como você vê sua influência na dance music que se faz  hoje em dia?

É uma sensação maravilhosa saber que a gente teve um grande impacto na música moderna. Ouço minha influência em um monte de bandas novas, desde Madonna até outros artistas novos, como David Ghetta. Foi uma coisa que nós criamos há 39 anos, que resultou na dance music. Foi algo que eu criei, então não posso reclamar de anda.

E do Brasil, o que você lembra do Brasil?

(Cantarola ‘The Girl from Ipanema’). O Brasil se tornou global. Rio is Love!

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