R.E.M.: qualidade sempre, mais até do que dignidade

Estadão

16 de maio de 2012 | 17h00

Marcelo Moreira

Dignidade é um adjetivo levado muito a sério no mundo da música pop. Costuma conferir maior respeitabilidade ao artista agraciado com tal honraria. E o que mais se ouviu falar quando o R.E.M., liderado por Michael Stipe, encerrou a carreira em 2011, após quase 30 anos de carreira em alto nível, foi que o grupo acabou da forma mais digna possível, mantendo o padrão de sua trajetória.

Pena que o trio remanescente nunca tenha levado isso a sério. De ponta de lança do mundo indie americano a gênios do pop na virada dos anos 80 para os 90, o R.E.M. atropelou rótulos e apostou basicamente na qualidade de suas canções.

A nova coletânea tem o mérito de manter certa ordem cronológica – o primeiro CD retrata o início até o estouro mundial com o álbum Out of Time; o segundo traz a banda mais madura e experimental, sem tantas concessões ao pop radiofônico. O resultado é satisfatório, com panorama bem abrangente da carreira do grupo. Como bônus, as três últimas músicas são inéditas, sobras dos dois CDs mais recentes da banda.

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