Punks x skinheads: amigo de punk morto diz se sentir como 'alvo'

Estadão

06 de setembro de 2011 | 15h00

Fabiano Nunes

“Sinto que ando com um alvo na testa”, assim um amigo de Johni Galanciak, um estudante de 30 anos, traduziu como se sente em relação aos grupos neonazistas, que diz combater. Ele estava em Pinheiros, na zona oeste, quando houve o confronto entre punks e skinheads na Cardeal Arcoverde.

“Fomos em um grupo de 40 pessoas, e já sabíamos que poderia rolar confusão. Quando chegamos nos atacaram com coquetel molotov e tiros de rojão. Foi uma tragédia anunciada. A polícia sabe como esses grupos neonazista agem e não faz nada para impedir”, afirmou o estudante, com um boné vermelho com o símbolo do anarquismo. “Não me considero punk, sou anarquista e homossexual assumido. Somos vítimas desses grupos de intolerância.”

Ele disse que o rapaz que ficou ferido no confronto, Fábio dos Santos Medeiros, de 21 anos, é neonazista. “Ele foi agredido com golpes de skate na cabeça, com certeza haverá represálias deles.”

Medeiros continua internado em estado grave no Hospital das Clínicas. Johni será cremado, na manhã de hoje, no Cemitério da Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. O velório aconteceu no Cemitério do Araçá, na zona oeste. “Ele não era um santo, mas defendia uma ideologia clara contra exploradores e o movimento neonazista”, disse o pai do jovem, Marcos Falcão Galanciak, de 51 anos.

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