Protocolar, Keane não sai da zona de conforto

Estadão

02 de julho de 2012 | 21h48

Emanuel Bomfim

A pós imersões que pareciam colocar o Keane em outro patamar, dissipando aquele piano rock boa-praça para abraçar um electro pop esfuziante, a banda regressa aos moldes que um dia lhes rendeu comparações com Coldplay, U2 e, vá lá, o Radiohead de The Bends.

Em jogo, estão canções agridoces, melancólicas, boas para encharcar o coração de sentimentos exacerbados. Em resumo, Strangeland, quarto disco do quarteto, é eficiente conjunto de 12 baladas pop, um convite à nostalgia.

Agora trintões, os rapazes casaram, fizeram filhos, largaram as drogas e deram ao rock um banho de conservadorismo poético, habilmente manipulado nas teclas do piano de Tim Rice-Oxley, o mentor do grupo britânico.

Tom Chaplin, o vocalista, canta bem melhor do que Chris Martin, mas de rockstar não tem nada, nem o messianismo vulgar do compatriota. O que há de sobra é uma porção de hits altamente assimiláveis, com destaque para soturna Disconnected.

 São músicas boas, de refrões fáceis. Difícil, porém, é acreditar que tamanha façanha dê ao Keane a inquietude que se espera de uma banda de rock.

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