Planeta Terra: prepare a camisa xadrez

Estadão

24 de agosto de 2012 | 21h00

PEDRO ANTUNES

 De longe, parece até uma festa junina. Mas não é. Uma das maiores reuniões de camisas xadrezes em São Paulo, o Planeta Terra Festival chegará à sua sexta edição, em outubro, com atrações já definidas. Foi anunciada, na manhã de ontem, a lista completa de bandas que participarão do evento, realizado no dia 20 de outubro, desta vez no Jockey Club e não mais no amado (pelos indies) Playcenter, que encerrou suas atividades.

Até então, a organização do festival já havia divulgado seis atrações: Kings of Leon, Garbage, Gossip, Azealia Banks, Best Coast e Maccabees. Ontem, na coletiva de imprensa, foram confirmados os outros sete nomes (alguns já confirmados extraoficialmente).

Dentre os internacionais, passarão pelos dois palcos do Planeta Terra os classudos Kasabian, a nostalgia dos britânicos do Suede, o surf new wave do The Drums, o eletropop do Little Boots. Este ano também serão inauguradas as edições em Lima (Peru), no dia 13 de outubro, e em Bogotá (Colômbia), no dia 27 do mesmo mês, com line-ups similares ao brasileiro.

Com a obrigatoriedade de acabar com a barulheira às 0h, festival abriu mão do reforço brasuca. Serão apenas Mallu Magalhães, atração de 2008, só que desta vez mais “velha e louca”, como ela se define na música de mesmo nome; os bregas chiques da Banda Uó; e o duo Madrid, formado por Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy) e Marina Vello (ex-Bonde do Rolê).

Ao contrário do ano passado, em que foram anunciados Strokes, Beady Eye (banda de Liam Gallagher) e Vaccines (que acabaram cancelando a participação) e os 20 mil ingressos se esgotaram em 12 horas, a edição deste ano teve uma procura menos acirrada. A lotação também aumentou para 30 mil, em decorrência do maior espaço do Jockey Club. Ainda é possível encontrar entradas com valor de R$ 330.

Ksabian (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A mudança de endereço tirará um pouco da graça do Planeta Terra, realizado no Playcenter desde 2009 (em 2007 e 2008, o festival foi sediado na Vila dos Galpões, na zona sul). Foi no famoso parque de diversões que o festival se firmou como um dos principais eventos de música do País – e o principal direcionado para o segmento alternativo.

Mas a mudança veio em bom momento, logo quando os produtores de show redescobriram o Jockey como um espaçoso lugar para shows e festivais de grande porte, com a estreia da versão brasileira do Lollapalooza em abril deste ano.

No Lolla, a área usada era de 120 mil metros e ela abrigou (com certa dificuldade) 70 mil pessoas por dia. No Planeta Terra, a produção planeja usar um espaço de 100 mil metros quadrados, mas colocar apenas 30 mil pessoas lá, o que facilitará (e muito) a circulação entre os dois palcos, como é de praxe no festival.

O line-up deste ano traz boas surpresas nostálgicas, como Suede e Garbage, como também umas figurinhas já conhecidas por aqui. O Kasabian, por exemplo, esteve no Terra de 2007. Kings of Leon se apresenta pela terceira vez no Brasil. Até os novatos do The Drums foram atração de uma casa noturna ano passado. Nada, contudo, que impeça que o exército de camisas xadrezes invada o Jockey.