Pink Floyd: obra-prima inspirada em 'fantasma'

Estadão

12 de dezembro de 2011 | 16h59

Marcelo Moreira

As semanas que antecederam o começo das gravações de Wish You Were Here começaram tensas em meados de 1974. A pressão sobre o baixista e vocalista Roger Waters era enorme por conta do sucesso estrondoso de The Dark Side of the Moon, o álbum anterior, e a gravadora queria uma obra-prima do mesmo calibre.

Em uma tarde, Waters chegou irritadíssimo ao estúdio: as ideias não saíam e o seu Arsenal havia perdido mais uma no Campeonato Inglês no dia anterior. Ele nem percebeu um cara gordinho e careca na recepção, empunhando uma guitarra. Um pouco mais tarde soube que era Syd Barrett, ex-companheiro de Pink Floyd que ficou pelo caminho por distúrbios mentais.

Estava ali para “gravar as suas partes”. Waters chorou ao vê-lo novamente e finalmente conseguiu a inspiração para continuar os trabalhos – a faixa-título de Wish You Were Here e a longa suíte “Shine on You Crazy Diamond” foram inspiradas em Barett.

A nova versão do álbum lançando em 1975, assim como a de The Dark Side of the Moon, melhorou o que já era excelente. As opções Immersion e Experience recolocam a obra em um patamar merecido: um álbum poderoso e versátil, que indicava os novos caminhos do Pink Floyd, que jamais fora um apêndice do multiplatinado antecessor.

Além de todo um tratamento de mixagem e remasterização primoroso, a versão nacional Experience traz um CD extra com raridades e versões ao vivo dos temas presentes em Wish You Were Here.

O destaque é uma versão de Shine On You Crazy Diamond com a participação especial de do violonista de jazz belha Stéphane Grapelli, um dos gênios europeus do gênero. “Não foi barato contratá-lo. Mas, por mais que eu tente, não sei o porquê de não termos usado essa versão”, disse recentemente o baterista da banda. Nick Mason.

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