Peter Hook ressuscita Joy Division e New Order em São Paulo

Estadão

16 de outubro de 2013 | 11h54

Ronnie James Masterson – Especial para o Combate Rock

Peter Hook prometeu e cumpriu: faria o máximo para que as pessoas lembrassem dele e de sua ex-bandas no Brasil, mas de uma forma bem peculiar e particular. Intenso, profundo e carismático, o ex-baixista do Joy Division e do New Order mostrou que pode muito bem representar o legado do pós-punk britânico tão bem quanto os ex-amigos que hoje mantém um fantasma chamado New Order, que de vez em quando assombra o Brasil.

Com uma banda afiada e muita lenha para queimar, Hook foi magistral. Tocou clássicos do Joy Division, como “Transmission”, “Insight” e “A Means to an End”, e o clássico álbum “Movement”, do New Order, inteiro, assim como “Power, Corruption & Lies”. Insano e pilhado, o ex-baixista foi despejando clássicos atrás de clássicos, até surpreender a todos com a entrada de um convidado especial, o amigo antigo Wayne Hussey, líder do The Mission, que mora no Brasil há alguns anos. “Tocaremos juntos pela primeira vez”, anuncia Hook, que emenda em seguida outro clássico, “Temptation”.

Com uma camisa azul da seleção brasileira, Peter Hook não para e emenda “Blue Monday”, do New Order, e logo mais a maravilhosa “Love Will Tears Us Apart”, o maior hit do Joy Division, transformando o Cine Joia, em São Paulo, em uma grande pista de dança.

Muitos vão dizer que o músico é uma espécie de Paul Di’Anno (ex-voclaista do Iron Maiden) da new wave, que só vive do passado, tocando hits antigos e esquecendo que ainda tem, (ou tinha uma carreira). Pode até ser verdade, mas ele honrou a carreira, fazendo o que o New Order hoje não consegue: entreter o público e fazer um grande show, mostrando o que o povo quer ouvir. Músicas novas? Ninguém dá a mínima para isso.

 

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