Peter Gabriel mantém filtro sinfônico em novo álbum

Estadão

19 de novembro de 2011 | 16h16

Emanuel Bonfim

Q uando Peter Gabriel foi para o palco com o ambicioso Scratch My Back (2010), em que reúne covers orquestrais de outros artistas, percebeu que não tinha volume adequado de músicas para este universo sinfônico. A solução, autoreverente, caiu como luva: incorporar composições próprias para um novo álbum, mantendo a mesma estrutura e conceito.

Desprovido de baixo, bateria e guitarra, o músico renova sua produção solo ao lado dos 46 músicos da New Blood Orchestra e do inglês John Metcalfe, responsável pelos arranjos, em seu nono disco de estúdio. O principal mérito está na seleção, que foge do formato greatest hits.

Nada de Sledgehammer, Bid Time ou Games Without Frontiers. Tem, no máximo, uma Solsbury Hill – curiosamente uma das melhores, junto com San Jacinto. O problema, no entanto, é como isso foi empacotado. Elevar a estrutura pop para um patamar próximo do erudito pode soar frágil, insosso. Peter Gabriel até consegue passar um verniz artístico implacável, mas difícil é segurar os bocejos até o final da audição.

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