Pearl Jam faz a alegria do Morumbi com clássicos e uma inédita

Estadão

04 de novembro de 2011 | 16h13

Lipe Fleury – estadão.com.br

Nada melhor do que um fim de tarde frio e cinzento para que o Pearl Jam se sentisse em casa nas horas que antecederam sua primeira apresentação no Brasil em seis anos. Só faltou a chuva para São Paulo emular de vez Seattle, cidade natal da banda.

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O vocalista Eddie Vedder arriscou algumas palavras em português: 'Obrigado por nos chamar de volta! - Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE
O vocalista Eddie Vedder arriscou algumas palavras em português: ‘Obrigado por nos chamar de volta! 

Cheio, mas longe de atingir sua capacidade máxima, o show extra no Estádio do Morumbi, marcado em razão do esgotamento das entradas para a primeira data confirmada (sexta, dia 4), agradou dos fãs devotos aos mais casuais.

Ansioso, o público teve que arcar com meia hora de atraso, o que suscitou interrogações e até uma tímida vaia, já que a produção anunciou na última terça um adiantamento de quinze minutos no horário de início, sugerindo pontualidade.

Enfim, sob a inusitada gravação de uma composição que lembrava o minimalismo erudito de Philip Glass, as luzes do Morumbi se apagaram. Também inesperada foi a música escolhida para abrir o show.

Ao invés de começar com uma porrada, o que é comum nos shows de rock, o Pearl Jam escolheu a melódica Release, que fecha o primeiro e mais aclamado disco da banda, Ten (1991).

Emendando Corduroy, do álbum Vitalogy (1994),  o grupo logo ganhou os presentes. Saltitaram, em seguida, entre faixas de Vs. (1993), Pearl Jam (2006), Backspacer (2009), no espírito de reviver diferentes momentos das duas décadas de carreira.

Enquanto isso, se aos 46 anos Eddie Vedder abandonou as loucuras sobre o palco que marcaram as primeiras apresentações da banda, que incluiam mergulhos sobre a plateia, a interação com o público continua sendo um dos pontos mais divertidos. Como na primeira passagem do grupo no País, em 2005, o vocalista arriscou bastante no português: “Oi galera! Estamos felizes por estar em São Paulo, obrigado por nos chamar de volta”. Com seus rugidos, o barítono Vedder continua dono de uma voz irrepreensível.

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