Pearl Jam: de volta ao inferno com box de luxo

Estadão

02 de março de 2011 | 08h30

Daniel Fernandes

Quando você procura pelo Pearl Jam no Wikipedia – e o site começa a contar a história da banda norte-americana -, o período entre 1993 e 1995 é iniciado pelo título “Lidando com o Sucesso”. É exatamente isso. Nesse período, a banda liderada por Eddie Vedder batalhava para se libertar do sucesso estrondoso do primeiro álbum. A banda vivia o ápice do clichê mais clichê do rock: e agora? como será o segundo álbum? eles são bons mesmos?

A resposta foi raivosa. A banda, após ser consagrada na edição de 1993 do MTV Music Awards com quatro prêmios pelo vídeo da música Jeremy, incluído aí o prêmio mais importante (melhor vídeo do ano), decretou que não iria mais fazer vídeo clipe nenhum. Era o primeiro ato de rompimento. O segundo, no mesmo período, seria comprar uma briga monstruosa com a não menos monstruosa Ticktmaster por conta das taxas colocadas pela empresa no preço dos ingressos para os concertos do Pearl Jam. A revolução começava.

Depois desses dois anos, a banda nunca mais foi a mesma. O grunge morreu, Kurt Cobain morreu. E o Peral Jam se isolou como a banda guardiã do movimento grunge. Precisou de reiventar. Precisou sobreviver. E hoje podemos dizer que conseguiu.

Durante esses dois atos de rebeldia, o Pearl Jam lançou dois álbuns – Vs. e Vitalogy. Em muito, refletem esse momento conturbado da banda, do grunge, da minha adolescência….

Para celebrar esses anos de guerrilha, o Pearl Jam lança lá fora – sei lá quando chega aqui no Brasil – um troço espetacular chamado “VS. AND VITALOGY SUPER DELUXE BOX SET”. Lá nos Estados Unidos vai custar US$ 150.

Mas, caras, vale cada centavo.

Pra começo de conversa são três discos – a versão remasterizada de Vs. com três ‘bonus tracks’, a versão remasterizada de Vitalogy com três faixas adicionais também. E um show ESPETACULAR da época executado no Orpheum Theater.

Mas não é só isso,  como diriam na televisão.

Um vinil de Vs. e um vinil de Vitalogy. Ambos remasterizados. E um LP com o show – não fico triste em repetir – no Orpheum.

Há mais coisa: um livro com fotos e desenhos……….

Enfim, cara. É imperdível. Para quem gosta, claro. E quem não gosta……porque você perdeu seu tempo lendo até aqui?

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