Patife Band ressurge com show tocando álbum na íntegra

Estadão

02 de agosto de 2012 | 12h00

da equipe Combate Rock

 A Patife Band está de volta com nova configuração sonora que mescla timbres de instrumentos como piano, sintetizador, sax, bateria e guitarra, abrindo espaço para improvisos e experimentações. Convidada do SESC Belenzinho para participar do projeto Álbum, a banda interpreta, nos dias 4 e 5 de agosto, sábado (21h) e domingo (18h), as músicas gravados no LP Corredor Polonês, lançado em 1987. 

A atual formação da Patife Band mostra o mesmo vigor de antes. Além de seu fundador Paulo Barnabé (bateria e voz), é formada pelos músicos Paulo Braga (piano e vocal), Matheus Leston (sintetizador e vocal), Richard Fermino (sax tenor e barítono), André Fonseca (guitarra e vocal) e Paulo Mello (bateria) – os dois últimos da formação que gravou o LP. 

Os shows têm ainda participação de convidados especiais, figuras importantes da cultura musical paulistana: no dia 4, a Patife recebe o contrabaixista Zerró Santos; já no dia 5 é a vez de Arrigo Barnabé nos vocais e Luiz Thunderbird no baixo. 

As músicas do álbum em questão são interpretadas na íntegra: “Corredor Polonês” (Paulo Barnabé), “Pesadelo” (Paulo e Arrigo Barnabé), “Chapéu Vermelho” (Ronald Blackwell, versão de Hamilton Di Giorgio), “Tô Tenso” (Paulo e Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção), “Poema em Linha Reta” (Fernando Pessoa e A. Barnabé), “Teu Bem” (P. Barnabé), “Três por Quatro” (P. Barnabé), “Pregador Maldito” (P. Barnabé), “Vida de Operário” (Excomungados) e “Maria Louca” (Patife).

  No set list também estão inseridas algumas composições inéditas como “Vacilão”, “Ready to Die” e “The Big Stomach”, entre outras, todas de autoria de Paulo Barnabé, que farão parte do próximo trabalho da Patife Band.

 Quando Paulo Barnabé lançou seu primeiro disco em 1985, um EP (Extend Play) homônimo, ele já tinha desenvolvido o germe para o trabalho que seria lançado dois anos depois, pela Warner, o cultuado LP Corredor Polonês – no EP foram registradas três músicas que entrariam no repertório do disco: “Pregador Maldito”, “Tô Tenso” e “Pesadelo”. Sua proposta sonora estava cravada ali, caracterizada por células atonais, formato hard rock e canto falado – agressivo e percussivo.

 Ao longo de quase três décadas, a Patife Band teve inúmeras formações e lançou três discos – Patife Band (Independente/1985), Corredor Polonês (WEA/1987) e Ao Vivo em Londrina (independente/2003) –, além de participar de Cidade Oculta, de Arrigo Barnabé (Barclay/1986).

Apesar de alguns “hiatos”, manteve-se na ativa em shows, principalmente, pela capital paulista. No entanto as músicas de Paulo Barnabé romperam fronteiras, sendo executadas em radios colleges de São Francisco, Califórnia, na década de 80, e integrou a trilha de um vídeo-documentário sobre skate, produzido pela H-street.

Em 2005, a Patife teve duas músicas compiladas no CD The Sexual Life of the SavagesUnderground Post-Punk From São Paulo, lançado pelo selo britânico Soul Jazz (coletânea de bandas brasileiras dos anosde 1980 voltada para o mercado europeu).

Serviço

Série: Álbum

Show: Patife Band – em Corredor Polonês

Integrantes: Paulo Barnabé (bateria e voz), Paulo Braga (piano e vocal), Matheus Leston (sintetizador e vocal), Richard Fermino (sax tenor e barítono), André Fonseca (guitarra e vocal) e Paulo Mello (bateria).

Convidados – 4/8: Zerró Santos (contrabaixo elétrico/acústico).

Convidados – 5/8: Arrigo Barnabé (piano/vocal) e Luiz Thunderbird (baixo).

Dias 4 e 5 de agosto . Sábado (21 horas) e domingo (18 horas)

SESC Belenzinho (Teatro)

Ingressos/INGRESSOSESC: R$ 24,00, R$ 12,00 (usuário matriculado, +60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado).

Duração: 1h. Class. etária: 12 anos. 396 lugares. Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado) e R$ 3,00 (matriculado).

 

 

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