Os Paralamas e a estrada: um caso de amor

Estadão

16 Abril 2011 | 15h21

Roberta Pennafort

São quase 30 anos de estradas e aeroportos, de paragens nem sempre convidativas, de um incessante abrir e fechar de malas. Mas os Paralamas do Sucesso não parecem fazer gênero quando dizem que não se cansam dessa “rotina”. “É uma necessidade”, garante o baixista Bi Ribeiro no DVD Multishow Ao Vivo Paralamas Brasil Afora, que celebra a alegria de ir onde os fãs estão.

Amanhã, às 23 horas, o Multishow transmite a apresentação, gravada no Rio em dezembro. O DVD sai dois anos depois do lançamento do CD Brasil Afora e tem cinco de suas onze faixas: Sem Mais Adeus, Meu Sonho, A Lhe Esperar, Quanto Ao Tempo e Mormaço (com participação de Zé Ramalho).

Tem também sucessos dos anos 80, 90 e 00, com novos arranjos. A plateia pula e dança em Uma Brasileira, Ela Disse Adeus, Lourinha Bombril, fecha os olhos para cantar Cuide Bem Do Seu Amor e Lanterna dos Afogados. Os mais velhos voltam no tempo com Romance Ideal, Vital e Sua Moto, Óculos, Meu Erro. Em Tendo a Lua, a convidada é Pitty. É o momento de Herbert Vianna ressaltar “a conexão com as novas gerações.”

Em conversa na quarta-feira, Herbert falou sobre assuntos nem sempre fáceis, como os dez anos do acidente de ultraleve que o deixou na cadeira de rodas e levou sua mulher, Lucy. “Isso traz flashes de lembranças, vou me dando conta dos novos patamares de reconstrução do meu ambiente familiar, sem a figura absolutamente central da Lucy”, disse o vocalista, que ainda faz fisioterapia diariamente e tem sessões de acupuntura.

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