Os novos álbuns dos maiores nomes do blues no momento

Estadão

30 Abril 2011 | 23h30

 Marcelo Moreira

Um é o queridinho do blues autalmente nos Estados Unidos. O outro, mais veterano, é ídolo de toda uma geração que aprendeu a ouvir Allman Brothers e apreciar o blues pesado. Os norte-americanos Joe Bonamassa e Warren Haynes lançam seus novos trabalhos amparados por amplo reconhecido da crítica e sem medo de ousar em novas áreas.

Bonamassa é o guitarrista que nunca dorme. Workaholic, emenda turnês e sessões de estúdio sem férias. Usina de ideias e composições, passou o final de 2009 dando os retoques finais no excelente “Black Rock”, lançado no ano passado. Durante a turnê que se seguiu, estreitou a amizade com Glenn Hughes, baixista e vocalista fenomenal que já passou por Deep Purple e Black Sabbath.

O resultado desta amizade foi a criação do supergrupo Black Country Communion,  que tem ainda Jason Bonham na bateria (filho de John Bonham, do Led Zeppelin) e Derek Sherinian (teclados, ex-Dream Theather). Mesmo em turnê extensa por Estados Unidos e Europa, Bonamassa achou tempo para compro e gravar o primeiro álbum da banda, lançado em setembro passado.

Capa de "Dust Bowl"

Foram poucos shows ao lado dos amigos, pois teve de retomar a turnê solo. Quando ninguém esperava, o cidadão se trancou em estúdio e gravou paralelamente o segundo CD do Black Country Communion e seu novo solo, “Dust Bowl”, ainda melhor que “Black Rock”.

Mais pesado e menos pretensioso, “Dust Bowl” caminha mais em direção ao blues rock e ao hard rock. Traz músicas antológicas como “Slow Train”, que abre o CD de forma magistral, e “Heartbreaker”, um duero estupendo com Glenn Hughes, o amigo da hora – repetindo o esquema da maravilhosa “Song of Yesterday”, do CD de estreia do Black Country Communion.

O disco foi gravado em vários estúdios, em cidades como Santorini, na Grécia, e Nashville e Los Angeles, nos Estados Unidos. O CD chega às lojas quase um ano depois de “Black Rock”, o disco anterior do guitarrista. “Dust Bowl” tem participações de Vince Gill e John Hiatt, importantes músicos dos Estados Unidos.

Já Warren Haynes, guitarrista cultuado do fenomenal Gov’t Mule e de volta há quatro anos ao Allamn Brothers, encontrou tempo nas férias do Gov’t para compor e gravar seu segundo álbum solo de estúdio e terceiro solo, “Man in Motion”.

Se Haynes transformou o Gov’t Mule em uma máquina de blues pesado e canções densas que resvalam no folk, neste álbum solo ele caminha para outro lado: cai de cabeça na soul music, na música gospel negra norte-americana e no reggae básico, com bastante metais e elaborados arranjos de cordas.

gravou o disco de 10 músicas no  Pedernales Studio perto de Austin, Texas. Para o registro, Haynes contou com a ajuda de alguns músicos de primeira linha, incluindo o baixista George Porter, Jr., o tecladista Ivan Neville, o baterista Raymond Webber, o tecladista Ian McLagan, o cantor Ruthie Foster e o saxofonista Ron Holloway. Merecem destaque as belas “Man in Motion”, “A Friend to You” e “Sick of My Shadow”.

joebonamassa

O guitarrista Joe Bonamassa

Lista de músicas de “Dust Bowl”

1- Slow Train
2- Dust Bowl
3- Tennessee Plates (com John Hiatt)
4- The Meaning of The Blues
5- Black Lung Heartache
6- You Better Watch Yourself
7- The Matador Of Bayonne
8- Heartbreaker (com Glenn Hughes)
9- No Love On The Street
10- The Whale That Swallowed Jonas
11- Sweet Rowena (com Vince Gill)
12- Prisoner

 Lista de músicas de “Man in Motion”

01 – Man in Motion
02 – River’s Gonna Rise
03 – Everybday Will Be Like a Holiday
04 – Sick of My Shadow
05 – Your Wildest Dreams
06 – Real Lonely Night
07 – Hattiesburg Hustle
08 – A Friend to You
09 – Take a Bullet
10 – Save Me