Os dez shows que agitaram os palcos brasileiros em 2010

Estadão

31 de dezembro de 2010 | 09h04

Luciano Borborema – Território Eldorado / com informações da Agência Estado 

Lá se vai mais um ano e no quesito show, 2011 promete para o Brasil. Os irlandeses do U2, a cantora inglesa Amy Winehouse, o retorno do Rock in Rio ao país após uma década na “gringa”, a dupla sueca do Roxette, o guitarrista Slash, o Iron Maiden de Bruce Dickinson e o príncipe das trevas Ozzy Osbourne.


U2, Amy Winehouse e Slash. (Divulgação)

Esses são alguns nomes da música internacional confirmados para colocar o país para dançar no ano que vem. E em 2010, quais foram as bandas e músicos que tocaram por aqui? O que aconteceu de mais importante em cada apresentação? Você lembra?

Listamos os dez mais importantes shows que agitaram os palcos brasileiros neste ano, fizemos um resumão caprichado e vamos subir com ele no palco do Território. No repertório, o melhor de cada apresentação. Vamos relembrar? Um, dois, três… vai! Um bom show para você!

 PAUL McCARTNEY

O ex-beatle e sua banda deixaram no dia 24 de novembro, o hotel onde se hospedavam, no Morumbi, em São Paulo. Embarcaram ainda pela manhã para o Reino Unido.

Com Paul, foram embora 110 pessoas, a equipe responsável pela montagem da “Up and Coming Tour”, que encantou São Paulo em duas apresentações no Morumbi.


Paul McCartney durante show em São Paulo. (Ernesto Rodrigues/AE)


McCartney na segunda apresentação em SP. (Ernesto Rodrigues/AE)
 

O músico, de 68 anos, fez no País três shows: um no Estádio do Beira-Rio (Porto Alegre) e dois no Morumbi (São Paulo). Paul cantou mais de 20 músicas, homenageou os amigos John Lennon e George Harrison, acenou, deu tchauzinhos…

 Momentos de destaque do show também foram falados em português, quando cantou “My Love”. “Fiz essa música para a minha gatinha, Linda. Mas hoje a música é para os namorados”. Ou, ainda, quando homenageou Lennon. “Escrevi essa música para meu amigo John”, disse, antes de cantar “Here Today”, do álbum “Tug of War” (1982). McCartney também reservou espaço para homenagear o outro amigo beatle, George Harrison, cantando “Something”, canção de autoria de Harrison. Que show!


Público na apresentação de Paul no Estádio do Morumbi. (Ernesto Rodrigues/AE)

No dia seguinte, todos comentavam a apresentação. Um marco para os brasileiros e também para Paul. “Eu acho que o 1º show em São Paulo, para 65 mil pessoas, foi incrível. Os brasileiros amam minha música, então nós amamos tocar para eles e foi uma apresentação fora de série. Foi um dos melhores shows de todos os tempos. Foi brilhante”, disse o ex-beatle no último fim de semana em seu site oficial.

TURNÊ

Ao todo, McCartney ficou 17 dias na América do Sul. Além dos shows, deixou uma imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta (andou pela Rua Tabapuã, no Itaim-Bibi, e foi até o Parque do Povo, no sábado).

BEYONCÉ

Com apenas 28 anos, a cantora Beyoncé, de pouco mais de dez anos de carreira, conseguiu o que apenas dinossauros do rock e pop foram capazes de fazer: encheu o estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite de 07 de fevereiro e colocou 60 mil pessoas para rebolar.

Com a abertura de “Crazy in Love”, às 22h20, deixou claro que a noite seria dela e de ninguém mais. Emocionada com a reação impressionante da plateia, Beyoncé agradeceu: “Este é provavelmente o maior show da história da minha vida.”


Beyoncé surge no palco e coloca público para dançar. (Filipe Araujo/AE)


Cantora encanta fãs durante sua apresentação. (Filipe Araujo/AE)

Dançarinos musculosos, uma banda formada só por mulheres, um trio de estilosas vocalistas batizado de The Mamas e um telão de altíssima definição no fundo do palco formavam os adereços das pouco mais de duas horas de concerto.

O primeiro bloco trouxe músicas com referências ao funk e à disco, como em “Naughty Girl”. A segunda parte foi dedicada às baladas. “Broken Hearted Girl” antecede “If I Were a Boy”.

A cantora foi considerada pelo jornal The Guardian a artista da década e o Brasil deu-lhe o disco de diamante por 250 mil cópias vendidas de “I Am… Sasha Fierce” (2008). Depois de São Paulo, Beyoncé tocou ainda no Rio e em Salvador.

FESTIVAL SWU

 

Nos três dias do SWU Music and Arts Festival, apelidado como Woodstock brasileiro, realizado em outubro, na Fazenda Maeda, em Itu, no interior de São Paulo, mais de 70 atrações se revezaram nos palcos.

Durante o evento, foram reunidas, num espaço de 170 mil metros quadrados, atrações para agradar aos mais diferentes públicos, sejam eles alternativos, roqueiros ou cults.


Zack de La Rocha do Rage Against The Machine. (Daniel Teixeira/AE)

 
Um dos destaques do festival foi o Rage Against The Machine, em sua primeira passagem pela América do Sul. O set list foi arrasador, composto apenas de sucessos, como os clássicos “Killing in the Name”, “Calm as Bomb”, “Freedom” e “Wake Up”.

Ponto também para solos de Tom Morello, na guitarra, que apresentou de forma brilhante as canções, assim como elas foram gravadas no estúdio.


Tom Morello do RATM. (Daniel Teixeira/AE)

Além do RATM, o público presente que pagou de R$ 105 a R$ 580 curtiu Dave Matthews Band, Kings of Leon, Queens of the stone age, Linkin Park, Los Hermanos, o power trio instrumental Macaco Bong e os pernambucanos Otto e Mombojó.

LINKIN PARK E PIXIES


Linkin Park e Pixies encerram o festival. (AE)

A última noite do SWU, reuniu 58 mil pessoas para ver bandas como Queens of The Stone Age, Linkin Park e Pixies. Foi para uma plateia cansada e desanimada que o Linkin Park se apresentou.

Depois de três dias de evento, a banda, a penúltima a se apresentar, não conseguiu empolgar o público. O cansaço da plateia certamente foi causado pela uma hora de atraso da banda Queens Of The Stone Age. Na área Premium, era possível encontrar pessoas sentadas, algumas até cochilavam.

NORAH JONES

A cantora norte-americana Norah Jones veio ao Brasil em novembro para apresentar show da turnê de seu álbum mais recente, “The Fall”.
 

Norah Jones dedica canção para público em SP. (Armando Favaro/AE)

A turnê começou por Curitiba, no dia 12 de novembro. Depois, ela seguiu para São Paulo, com show gratuito no Parque da Independência, no dia 14. A pianista ainda se apresentou no Rio de Janeiro, no dia 16, e em Porto Alegre, no dia 18.

 Em São Paulo, o público ao ar livre curtiu faixas como: “Don’t Know Why”, faixa que a projetou para o mundo, “Come Away With Me”, presente no seu disco de estreia, de 2002 e vários outros sucessos dos seus quatro discos lançados na carreira.


Público no show de Norah Jones. (Armando Favaro/AE)

METALLICA

A banda norte-americana foi a primeira grande atração realizada no Brasil no ano de 2010. O grupo, uma das atrações do Rock In Rio 2011, retornou a São Paulo depois de quase 11 anos de ausência e trouxe a um público de 68 mil pessoas um show recheado de clássicos do thrash metal, no Estádio do Morumbi.


James Hetfield do Metallica. (Leonardo Soares/AE)

A banda correspondeu às expectativas e fez uma apresentação marcada pela técnica refinada, espetáculos pirotécnicos e especialmente pela clara fase revigorada de seus músicos, todos com idade em torno de 45 anos, mas com fôlego suficiente para deixar boa parte do público com a sensação de ter visto um dos melhores espetáculos de rock pesado que passou pela capital paulista.

Pouco antes da meia-noite, a banda se despediu dos fãs, mostrando que não apenas o público havia se divertido. De um lado, o guitarrista Kirk Hammett, filmava a reação dos presentes.


Kirk Hammett. (Leonardo Soares/AE)

Do outro, Hetfield se enrolava nas diversas bandeiras brasileiras que foram jogadas pelo público ao palco. Por fim, a banda fez uma farta distribuição de palhetas e baquetas para a plateia da pista Vip. Na saída do estádio, os comentários eram de que aquele havia sido um dos melhores shows de rock que São Paulo havia visto.

COLDPLAY

Dia 02 de março, Estádio do Morumbi, São Paulo. Depois dos dois shows de abertura, com a banda brasileira de Cuiabá Vanguart e a banda inglesa Bat For Lashes, o grupo inglês Coldplay entrou no palco com 20 minutos de atraso, às 21h50.

A banda, liderada pelo vocalista Chris Martin, tocou inicialmente para um Morumbi não lotado (foram colocados à venda 68 mil ingressos). Eles abriram a noite com a música “Life in Technicolor”, do álbum “Viva la Vida”. Depois, apresentaram os três maiores sucessos da banda, “Clocks” e “In My Place”, do álbum “A Rush of Blood to the Head”, e “Yellow”.


Chris Martin do Coldplay. (AE)

 
Aé as 21h30, a polícia não havia registrado nenhuma ocorrência grave. Estava prevista chuva, mas o show transcorreu num Morumbi com lua cheia. Às 22h15, aproximadamente, o estádio lotou. Segundo os organizadores, o público chegou a 65 mil pessoas. Mas, às 22h30, ainda havia pessoas entrando no estádio.

 O público teve direito a praticamente todos os sucessos do grupo, como “God Put a Smile Upon Your Face”. Quando o Coldplay cantou “Yellow”, balões amarelos voaram sobre a plateia. Nitidamente emocionado, o público acompanhou “Hardest Part”, do terceiro disco, que Martin cantou só com o acompanhamento de piano. O Morumbi veio abaixo e foi, de longe, a parte mais emocionante da noite. Uma noite para nunca mais esquecer.

GUNS N’ ROSES

O show da banda de Axl Rose no estádio do Parque Antártica, em São Paulo, no dia 13 de março, estava previsto para começar às 21h30. Quando Axl deu as caras no palco já passava da meia-noite.


Atrasado, Axl Rose sobe ao palco. (JF Diorio/AE)

A banda que fazia o primeiro show em 9 anos no país, divulgava a turnê do álbum “Chinese democracy”. Sebastian Bach (ex-vocalista do grupo de hard rock Skid Row) abriu o show na cidade (os outros no país também).

 Assim que começou a tocar, Axl interrompeu a apresentação por conta de uma garrafa atirada no palco. O vocalista e líder da banda chegou a ameaçar ir embora e disse: “Se vocês querem f@!5&!!# com o show, não tem problema. Eu e os rapazes podemos ir embora”.


Vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose. (JF Diorio/AE)

Acompanhado por Tommy Stinson (baixo), Dizzy Reed (teclados), Bumblefoot, DJ Ashba e Richard Fortus (guitarras) Chris Pitman (teclados e baixo) e Frank Ferrer (bateria), a banda privilegiou faixas do seu 1º álbum da carreira, “Appetite for Destruction” (1987).

Os bons momentos do novo álbum (Chinese Democracy, de 2008, que demorou 14 anos para ficar pronto) ficaram por conta da faixa título e de “Better”, que funcionam bem ao vivo. Além de SP, a banda de Axl ainda se apresentou em Brasília (7/3), Belo Horizonte (10/3), Rio de Janeiro (14/3) e em Porto Alegre (16/3).

FESTIVAL PLANETA TERRA

Doze horas de música, mais de quinze atrações divididas em dois palcos e 20 mil pessoas presentes. O ‘Planeta Terra 2010’ realizado no dia 20 de novembro, no Playcenter apresentou sua quarta edição focado no Indie Rock, como já é de costume do festival.


Billy Corgan do Smashing Pumpkins. (Leonardo Soares/AE)

Os franceses do Phoenix, os australianos do Empire of the Sun, e veteranos cultuados como Smashing Pumpkins e o Pavement estavam lá. A banda de Billy Corgan, o Smashing Pumpkins foi um dos destaques do festival.

A presença do grupo marcou sua volta ao país depois de 12 anos. Eles se apresentaram aqui no extinto festival Hollywood Rock, no Pacaembu.


Os integrantes do Smashing Pumpkins. (Leonardo Soares/AE)

 A banda retornou com Billy Corgan (voz, teclados, guitarras, composição, management, etc.), e mais Mike Byrne (baterista de 20 anos recrutado pelo cantor) e Nicole Fiorentino (baixista que já tocou com Spinnerette e Veruca Salt) e Jeff Schroeder (guitarra).

Quem esteve no festival também se divertiu nos brinquedos do parque. Foi uma diversão só. As pessoas saíram do festival já se perguntando quando será a quinta edição.

CORINNE BAILEY RAE
Por Paola C. Messina

O trânsito estava intenso na cidade de São Paulo na noite do dia (4). Dois shows marcados para a mesma noite, de bandas muito diferentes, anteciparam a agitação e as festas para um dia antes do fim de semana.

Corinne Bailey Rae subiu ao palco da Via Funchal, pequena, com cachos escuros armados e flutuantes: “Boa noite, São Paulo,” disse levemente. A timidez durou nada mais que isso. A cantora inglesa vestiu a guitarra cor de piscina e tocou as primeiras notas de “Are You Here”.


Corinne mostrou as músicas de seu disco mais recente, ‘The Sea’ (Foto: Stephen Solon/Divulgação)

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PLAYLIST: Ouça músicas de toda carreira de Corinne Bailey Rae

“He’s a real live wire. He’s the best of his kind. Wait ‘til you see those eyes,” sussurou Rae. Não é a voz da potência de Aretha Franklin ou do timbre de Nina Simone, mas de um soul sutil, característica que separa Rae de cantoras que vieram antes e que surgiram junto com ela nos últimos anos.  

Faixas do disco mais recente, “The Sea”, dominaram o setlist da apresentação . Em cada música, Rae compartilhou com o público um aspecto de sua fragilidade. Após a morte do marido e saxofonista Jason Rae em 2008, a cantora e compositora inglesa ficou quatro anos sem gravar. O retorno veio com o lançamento de um álbum com uma sonoridade intensa e as vezes até claustrofóbica. Enfim, longe do pop leve e sempre agradável de “Corinne Bailey Rae” (2006).

Os temas pesados recebem da voz de Rae certa acessibilidade, mesmo em canções que mergulham até o fundo de seu sofrimento, como “I’d Do It All Again”. Durante o show, a cantora sorria, levantava os braços e dançava, mas outras vezes, permanecia de olhos fechados com a cabeça baixa, gestos reveladores de um envolvimento profundo com a música.

Mesmo com toda a atenção voltada para a pequena figura no centro do palco, o público se entusiasmou também com a banda de Rae. A organização dos músicos no palco já era curiosa; o baterista (que fez um solo bastante aplaudido) não estava no fundo, mas do lado esquerdo do palco, de frente para a cantora, e o tecladista do mesmo jeito do lado direito. Junto com os guitarristas e o baixista, o grupo formava um círculo em volta de Rae.

 A primeira parte do show antes do bis encerrou com a música título do novo disco e não poderia ser diferente. A simples e envolvente poesia das letras silenciou o público até o momento que a cantora se despediu. Aplaudiram de pé, assobiaram e bateram palmas até ela voltar.

 Hits do primeiro disco como “Put Your Records On” e “Just Like A Star” não poderiam faltar do setlist, nem os covers tradicionais da turnê atual: “I Wanna Love You”, do Bob Marley e “Que Será, Será (Whatever Will Be, Will Be)” do Sly and the Family Stone (original de Doris Day) na hora do bis. Depois do show, Rae agradeceu o público, deu autógrafos, ganhou uma bandeira do Brasil e sumiu do palco com a promessa de melhorar o português até sua próxima visita ao país.

GREEN DAY

Doze anos após a última visita ao Brasil, o Green Day de Billie Joe voltou ao país com a turnê “21st Century Breakdown” que divulga o trabalho de mesmo nome lançado pela banda no ano passado.


Billie Joe do Green Day. (Leonardo Soares/AE)


Vocalista do Green Day com bandeira do Brasil. (Leonardo Soares/AE)

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GALERIA: Fotos do show do Green Day

O grupo tocou no Rio de Janeiro, no HSBC Arena, em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson, em Porto Alegre e em São Paulo, na Arena Anhembi no mês de outubro. “21st century breakdown” foi o primeiro som tocado no Anhembi.

Depois dessa, um set list generoso que inclui os principais sucessos dos 23 anos de carreira do Green Day. Entre elas: “Jaded”, “Longview”, “Basket Case” e “She”.

FIASCO DO ANO

SESC Pinheiros, 21 de novembro. Para muitos, um dia para esquecer. O motivo? Na noite daquele dia, o cantor e guitarrista norte-americano Lou Reed apresentou o show do seu mais recente CD, ‘Metal Machine Music’.

Esse trabalho é de 1975 e foi remasterizado neste ano. Os ingressos custavam baratinhos (entre R$ 10 a R$ 40) e se esgotaram em uma hora assim que foram colocados à venda. O público mal sabia o que iam ver e ouvir.


 Lou Reed em sua apresentação no SESC Pinheiros. (JF Diorio/AE)

Lou Reed entrou no palco, não olhou e muito menos se dirigiu à plateia. Sentou em uma espécie de bunker com sua guitarra e mais alguns acessórios e deu inicio ao seu “show”.

Dez minutos depois da apresentação começar, muitos já haviam abandonado seus lugares, outros tapavam o ouvido com as mãos de tamanho incômodo com aquele barulho infernal de Reed. E assim seguiu, durante 1h e 20 minutos. Sem vocais, sem canções, sem pausas e um sax distorcido para esquecer.

(NOTA DO EDITOR: Só os desavisados e analfabetos musicais se incomodaram com o show de Reed, um dos melhores do ano. Era só ter lido a programação e os jornais dos dias anteriores para saber do que se tratava e qual o propósito da visista do cantor ao Brasil. Quem não se informa não pode reclamar. Quem foi esperando ouir “Sweet Jane”, “Heroin” e “Wlak on the Wild Side” mereceu ter o ouvido e o cérebro totalmente invadidos pelos “zumbidos” e “barulhos”, como alguns coitados que estiveram no show se referiram ao concerto. Bem feito. – MARCELO MOREIRA – COMBATE ROCK)






















e março, no Estádio Nilson Nelson); Belém (1º de abril, no Parque de Exposições); Recife (3 de abril, no Parque de Exposições), e em Curitiba (5 de abril, no Expotrade).

Shakira


(AP)

Dia 13 de março em Porto Alegre; dia 16 em Brasília; e 19 em São Paulo.

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