Os 40 anos da obra-prima 'The Dark Side of the Moon'

Estadão

09 de março de 2013 | 07h32

Gabriel Rolim – publicado originalmente no site Monkey Buzz

Dificilmente você não escutou esse álbum. Icônico, tem uma capa reconhecida de longe por qualquer fã de música. Para muitos, o melhor disco de Rock já feito. Para outros, um conceito a ser seguido por gerações. Ou simplesmente The Dark Side of The Moon do Pink Floyd. Neste dia 1º de Março, esta obra completa 40 anos desde o lançamento, mas sua idade só demonstra o porquê de ser considerado o trabalho máximo do grupo.

Lapidado como uma peça única na qual faixas se sobrepõe dando uma continuidade e senso de união, é feito como uma trilha-sonora precisa para qualquer momento. Dado a sua percepção de unidade, torna-se complexo escolher qual é a sua melhor música, sendo comum dizer “o álbum todo”. Talvez as canções se adaptem ao seu cotidiano de acordo com o momento vivido, e isso não é algo simplesmente espontâneo, mas parte da origem de suas letras e de como ele foi construído.

O objetivo inicial do grupo era criar um álbum que fosse tangível a todos, mas sem perder as qualidades de produção e criação de seus membros. Todas as letras abordam questões mundanas, como a ganância, passagem do tempo, insanidade, morte e conflitos. “Conceitual” pode ser a palavra utilizada para descrevê-lo, mas também popular, acessível a todos. Produzido por um dos homens mais importantes da indústria, Alan Parsons, o disco é exercício de aprendizado a qualquer jovem que queira se aventurar no meio contendo muito reverb, double tracking, samples e uma gravação em 16 canais que permitiram uma maior flexibilidade do som feito. Conceitos modernos na música eletrônica, como “texturas”, já eram feitos há 40 anos neste álbum.

Aliás, o tempo que se passou entre 1973 e agora,só demonstra a genialidade e o timing perfeito de eventos que culminaram neste disco atemporal e que deve, sem exceção, constar na sua biblioteca sonora. O mais curioso é que, apesar de ser considerado a obra máxima do grupo, também foi o estopim para a continuidade inventiva da banda, permitindo posteriormente a criação de discos como Animals, Wish You Were Here e a obra multidisciplinar The Wall, sendo, portanto, uma contraposição ao que muitos dizem de que “depois do topo, só existe a queda”.

The Dark Side of The Moon foi o maior sucesso comercial do Pink Floyd, vendendo cerca de 50 milhões de cópias no mundo inteiro e alcançado o recorde da revista Billboard de tempo seguido na lista de discos mais vendidos. O álbum ficou 741 semanas consecutivas, entre 1973 e 1988 no chart de LP & Tapes e ainda hoje figura por aí nos mais vendidos da Amazon, iTunes e em diferentes formatos: MP3, vinil e CD. O disco ganhou tamanha repercussão que alguns mitos são vinculados ao trabalho, como a famosa “sincronização simultânea” entre o álbum e o filme O Mágico de Oz.

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