O testamento musical de Gary Moore

Estadão

21 de dezembro de 2011 | 12h00

Roberto Nascimento

Pouco antes de morrer, aos 58 anos, de uma parada cardíaca, em fevereiro deste ano, o guitarrista e cantor irlandês Gary Moore fez vários shows dentro de uma série europeia chamada Summer of Rock.

Seis meses antes, Moore apresentou-se no Festival de Jazz de Montreux, cantando e tocando algumas de suas composições mais conhecidas, entre elas Empty Room e Out in the Fields, incluídas no CD Gary Moore Live in Montreux 2010  que também virou DVD.

O disco é, de fato, o testamento musical de Moore, que passou por diversos gêneros (blues, hard rock, heavy metal e jazz) em busca do utópico rock celta que apenas teve tempo de esboçar, como deixou registrado em pelo menos três peças, Days of Heroes, Where Are You Now and Oh Wild One.

Moore não tinha preconceitos musicais e ansiava trabalhar um pouco mais seu talento de compositor. O de guitarrista era reconhecido havia muito tempo, especialmente como integrante do Skid Row, grupo para o qual entrou quando tinha 16 anos.

Em Montreux, no dia 2 de julho do ano passado, ele fez um show virtuosístico, mas sem pirotecnia. Começou com um exercício pesado, hendrixiano, distorcendo um tema próprio, Over the Hills and Far Away, para amaciar no final, com Parisienne Walkways. Vale a pena acompanhar esse gran finale.

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