O Terço: o resgate de uma pérola do rock progressivo made in Brasil

Estadão

09 Julho 2012 | 23h00

Marcelo Moreira

A banda O Terço era uma sombra do passado em 1983 quando o guitarrista Sérgio Hinds resolveu que era hora de gravar mais um álbum, dez anos depois da estreia. O músico queria resgatar uma época interessante do rock brasileiro, apesar de alternativo: o incipiente rock progressivo com sotaque setentista, em português, um movimento que, além d’O Terço, tinha bandas com Casa das Máquinas, o Som Nosso de Cada Dia, Bacamarte, Patrulha do Espaço, entre outras.

O álbum na época não chamou muito a atenção, soterrado pelo início do pop rock dos anos 80. A Warner decidiu resgatar “Som Mais Puro”, dentro de uma série de relançamentos que inclui Guilherme Arantes, A Cor do Som e João Donato e sob coordenação do jornalista e pesquisador Marcelo Fróes.  “Som Mais Puro” tem influências progressivas e psicodélicas da década de 70, só que menos viajante, flertando com gosto com o jazz e com a MPB. É um trabalho que merecia mais atenção quando foi lançado.

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