O renascimento do cenário roqueiro carioca

Estadão

05 de março de 2013 | 12h00

Marcelo Moreira

Há muito tempo o Rio de Janeiro é considerado o túmulo do rock por conta de uma certa fragilidade da cena local e da falta de público para grandes shows internacionais. Desde os anos 90 que Porto Alegre e, eventualmente, Curitiba tomaram o lugar do Rio nas turnês pelo Brasil de grandes bandas. Outras, como Iron Maiden, lotam estádios no sul e em São Paulo, mas penam para lotar locais que cabem no máximo 10 mil pessoas na capital fluminense – isso quando lotam.

Houve um tempo em que Belo Horizonte e Recife recebiam shows de portes médio e pequeno de bandas estrangeiras, enquanto que o Rio ficava de fora. “Os cariocas gostam menos de rock do que os paulistas e os gaúchos. Turnê de banda média não passa por lá, porque é prejuízo certo. Banda pequena, então, nem pensar”, afirmou um produtor importante de shows brasileiro ao Combate Rock em 2010.

Desde o Rock in Rio 4, em 2011, uma mudança significativa ocorreu neste panorama. O público voltou a frequentar mais shows de rock no Rio de Janeiro, a ponto de bandas nacionais voltarem a bater ponto por lá, especialmente as de heavy metal. Artistas internacionais de porte médio voltaram a incluir a cidade em seus roteiros – não ainda na quantidade que o Rio precisa e merece, mas a situação melhorou bastante desde então.

O reflexo na cena carioca roqueira foi imediata. E mais uma vez o heavy metal tomou a dianteira, com a volta surpreendente e bem-vinda da banda Dorsal Atlântica como principal exemplo desta recuperação. E o fenômeno não passou despercebido pelo jornal O Globo, do Rio, hoje o segundo mais importante do país.

Em texto deste domingo, o jornal carioca mostra que a cena de rock pesado está fervilhando e crescendo exponencialmente, com destaque pára grandes empresários dizendo que investem no heavy metal porque o público é fiel e consome, ao contrário de outros gêneros musicais modistas.

É de se perguntar: como é possível que isso só foi percebido agora por empresários do porte dos que estão na reportagem? Em qualquer ramo de atividade gente incompetente como esses cidadãos dificilmente durariam um ano no mercado.

Clique aqui e leia a boa reportagem do jornal O Globo sobre o heavy metal carioca.

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