O que o rock e a trajetória de bandas de sucesso podem ensinar para um pequeno empresário

Estadão

05 de outubro de 2013 | 07h32

DANIEL FERNANDES – Estadão.com.br

O rock tornou-se o estilo musical de maior relevância em todo mundo. Produziu estrelas, criou personagens que tornaram-se celebres por conta de uma única canção e depois desapareceram…

O estilo transformou-se em cultura universal. E a trajetória de bandas e músicos que chegaram lá também pode inspirar empreendedores ao redor do mundo. Pensando nisso, o Estadão PME separou alguns momentos marcantes de personagens também marcantes que podem auxiliar – sem querer, é claro – os pequenos negócios.

Começamos por dois gigantes. Não se pode usar a expressão ‘pouca gente sabe’ quando falamos dos Beatles. Mas a história da vida empresarial dos músicos não é, digamos, campeã de audiência. Mas o quarteto patinou feio quando tentou administrar uma empresa chamada Apple Corps. O primeiro erro da banda foi a falta de objetividade – a empresa surgiu como uma gravadora, mas havia ali um departamento de invenções.

Já a trajetória dos Rolling Stones ajuda o empreendedor a entender o poder da equipe. Juntos, no palco, mesmo tanto tempo depois, os músicos formam uma banda poderosa. E conseguem superar as diferenças históricas entre eles – aqui o ensinamento fica por conta do profissionalismo.

Capa do disco mais celebrado da carreira dos Beatles
Capa do disco mais celebrado da carreira dos Beatles – Reprodução

Outra trajetória pra lá de interessante sob o ponto de vista do empreendedorismo é a do músico inglês David Bowie. Sobreviver ao mundo das celebridades já pode ensinar o empresário sobre a importância de construir uma marca tão forte que seja capaz de sobreviver aos altos e baixos – da economia, por exemplo. Mas no começo do ano, o músico ainda produziu involuntariamente outro ensinamento. O sigilo, e a capacidade de surpreender o mercado, é importantíssimo. O músico trabalhou durante dois anos em um disco novo – após dez anos de reclusão – sem que ninguém, principalmente a imprensa, soubesse. E o resultado foi chamar a atenção do mundo todo para o seu produto, a música.

E o último ensinamento vem do norte-americano Bruce Springsteen. A primeira lição que Bruce mesmo que involuntariamente deixa aos empreendedores é a de que não importa a quantidade de fãs (ou clientes). O atendimento deve ser espetacular, inesquecível. Na quarta-feira (18), o músico acompanhado pela E-Street Band tocou para sua menor audiência em anos – não há divulgação oficial do público presente no Espaço das Américas, mas estima-se que cerca de 5 mil pessoas acompanharam a apresentação. Vale lembrar que Bruce costuma tocar apenas em estádios – na sua recente passagem pela Itália ele apresentou-se no San Siro para mais de 50 mil pessoas.

O músico poderia desprezar os fãs e realizar uma apresentação morna. Mas todo fã é importante (todo cliente também) e o show de Bruce Springsteen teve aproximadamente três horas e meia de duração. E o contato com o público foi intenso. Ele pulou na audiência, fez um namorado pedir a namorada em casamento e, depois de tudo isso, ainda retornou sozinho ao palco para tocar uma última canção. Apenas com sua voz, violão e uma gaita.

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