O melhor de Keith Richards fora dos Stones

Estadão

13 de novembro de 2010 | 07h31

Marcelo Moreira

O guitarrista inglês Keith Richards está em um momento feliz. Acaba de anunciar uma nova turnê dos Rolling Stones para 2011 – embora o vocalista Mick Jagger, o verdadeiro chefe do grupo, nada tenha anunciado -, lançou uma autobiografia (na qual detona todo mundo) e coloca no mercado um CD que reúne o que de melhor gravou como artista solo.

“Vintage Winos” traz músicas de seus dois álbuns solo – “Talk is Cheap” (1988)  e “Main Offender” (1992) -, além de gravações ao vivo em shows próprios de músicas que fez para os Rolling Stones – ele ainda laçou o ao vivo “Live At the Hollywood Palladium” (1991).

Estão lá os sucessos “Eileen”, “Make No Mistake”, “Struggle”, “Wicked As It Seems” , “Take It So Hard”, “Big Enough” e “Locked Away”. Dos Stones, comparecem “Connection”, “Too Rude”, “Happy” e “Time is On My Side”, todas ao vivo – a última na verdade é uma composição de James Ragovoy  sob o pseudônimo de Norman Meade.

 “Hurricane” é uma música acústica e inédita em CD. Foi lançada em 2006 com renda revertida para as vítimas do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005. Só quem fez doações aos desabrigados teve acesso a um arquivo digital e a um CD single com a faixa.

São apenas dois álbuns solo, mas que superam em qualidade qualquer outro gravado individualmente por um stone. Mick Taylor (ex-guitarrista) e Bill Wyman (ex-baixista) gravaram com mais assiduidade, mas sem a mesma inspiração. Mick Jagger tem quatro discos solo, sendo que os melhores – “Primitive Cool” (1987) e “Wandering Spirit” (1993) – são inferiores.

Nas gravações dos álbuns solo, merece destaque a presença do multi-instrumentista norte-americano Steve Jordan, que compôs a maior parte das músicas em  parceria com Richards, além de tocar bateria nos dois CDs e participar ativamente da produção.

 

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