O mago Vinnie Moore no Brasil, sozinho e com o UFO

Estadão

06 de maio de 2013 | 22h00

Marcelo Moreira

Vinnie Moore é um músico venerado por outros músicos. Um guitarrista brasileiro dos bons já o definiu, junto com outro ás, Tony McAlpine, como o Joe Satriani que não ficou (tão) famoso. Isso não importa. Moore é uma referência na guitarra contemporânea  e é um dos profissionais mais dedicados e comprometidos do mercado atual. Não pensou duas vezes em aceitar fazer shows solo no Brasil ao mesmo tempo em que sua banda, o lendário UFO, passa por aqui.

Serão quatro apresentações com músicos brasileiros: Florianópolis, no dia 20; Santos, dia 21; Bebedouro, no interior de São Paulo, dia 22; e São Paulo, dia 23. Detalhes como locais dos shows e valores dos ingressos ainda serão anunciados. Moore terá a companhia de uma banda que terá Gustavo Carmo (guitarra), Bruno Ladislau (baixo, da banda de Andre Matos), Aquiles Priester (bateria) e Fábio Laguna (teclado), ambos do Hangar. O disco mais recente de Vinnie Moore é “To The Core”, lançado em 2009.

Norte-americano, despontou um pouco tarde no mercado musical ao lançar o estrondoso e espantoso “Mind’s Eye”, em 1987. O impacto foi tão grande que passou a ser comparado a Yngwie Malmsteen e Eddie Van Halen, não só pela técnica, mas pelo senso melódico ímpar e por sua facilidade em criar solos rápidos e complexos.

Como boa parte dos músicos de rock pesado, Moore acabou soterrado pelo grunge nos anos 90. Continuou gravando seus álbuns solo, mas teve de se reinventar na carreira, o que o obrigou a tocar em diversas bandas de vários subgêneros dos rock. A banda britânica UFO foi a que ofereceu as melhores condições artísticas, embora tivesse de substituir ninguém menos do que outra lenda, o alemão Michael Schenker. Aos 49 anos, ele se considera no auge da forma técnica e intelectual, como disse recentemente em uma entrevista ao ótimo site Wikimetal. Sorte de quem puder vê-lo duas vezes no Brasil nos próximos dias.

 

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