O gênio Frank Zappa em forma para chocar

Estadão

09 de dezembro de 2010 | 16h16

Marcelo Moreira

Candidato a presidente da República, demolidor de jornalistas desinformados e guitarrista dos mais importantes e influentes. Frank Zappa é o maior dos ícones politicamente incorretos da humanidade, que colocou sua inteligência e genialidade na luta contra a demagogia, a hipocrisia e a imoralidade da classe política norte-americana.

Morto em 1993, aos 53 anos, Zappa gravou e lançou mais de 100 álbuns em quase 30 anos de carreira. Se o baú de raridades e gravações inéditas de Beatles, Jimi Hendrix e Bob Dylan são inesgotáveis, então o do guitarrista narigudo de origem grega é infinito – e melhor, com muita coisa inédita de qualidade, o que não se pode dizer em relação à maioria.

A novidade do mundo zappiano que chega ao mercado neste mês é “Hammersmith Odeon 1978”, uma incendiária apresentação realizada na famosa casa de shows de Londres. Três CDs, mais de três horas de concerto e muita música boa.

Capa de 'Hammersmith Odeon 1978'

Zappa mostrou neste concerto as qualidades que já vinha demonstrando em seus álbuns dos anos 70: o equilíbrio entre o jazz esperimental e o rock pesado cada vez mais teatral e iconoclasta. As músicas são entremeadas por comentários e “atos”, introduzindo peças interessantes e suítes anárquicas.  

Depois da morte do guitarrista a viúva, Gail Zappa, vendeu o seu catálogo à gravadora Rykodisc, mas o material arquivado, de estúdio e gravações ao vivo, que a família reuniu em álbuns póstumos é imenso. 

O primeiro deles foi o ambicioso “Civilization Phaze III”, no qual Zappa estava trabalhando até a sua morte, lançado em dezembro de 1994. Merecem destaque também vários álbuns ao vivo, além de versões expandidas dos álbuns como o fantástico “Freak Out!”, de 1966.

Estão previstas ainda novas versões expandidas de clássicos como “Sheik Yerbouti” e “Joe’s Garage”, álbuns considerados “mais acessíveis”, mas de qualidade imensa, que ressaltam o lado satírico e irônico do músico. Os dois trabalhos, de 1978 e 1979, respectivamente, são a base de parte do repertório do novo álbum ao vivo lançado agora.

DISCO 1 (tt 55:41):
1. Convocation/The Purple Lagoon (1-27-78) 2:18
2. Dancin’ Fool (1-27-78) 3:43
3. Peaches En Regalia (2-28-78) 2:36
4. The Torture Never Stops (2-28-78) 13:52
5. Tryin’ To Grow A Chin (2-28-78) 3:37
6. City Of Tiny Lites (2-28-78) 7:01
7. Baby Snakes (2-28-78) 1:54
8. Pound For A Brown (2-28-78) 20:39

DISCO 2 (tt 56:17):
9. I Have Been In You (1-26-78) 13:55
10. Flakes (2-28-78) 6:39
11. Broken Hearts Are For Assholes (2-28-78) 3:54
12. Punky’s Whips (1-26-78) 10:26
13. Titties ‘N Beer (1-26-78) 4:49
14. Audience Participation (1-26-78) 3:32
15. The Black Page #2 (1-26-78) 2:49
16. Jones Crusher (1-25-78) 3:01
17. The Little House I Used To Live In (1-25-78) 7:13

DISCO 3 (tt 62:04):
18. Dong Work For Yuda (1-25-78) 2:56
19. Bobby Brown (1-26-78) 4:54
20. Envelopes (1-26-78) 2:16
21. Terry Firma* (1-26-78) 4:10
22. Disco Boy (1-26-78) 6:43
23. King Kong (2-28-78) 10:10
24. Watermelon In Easter Hay [Prequel] (1-27-78) 3:55
25. Dinah-Moe Humm (1-26-78) 6:10
26. Camarillo Brillo (1-26-78) 3:23
27. Muffin Man (1-26-78) 6:18
28. Black Napkins (1-25-78) 5:16
29. San Ber’dino (1-25-78) 5:54

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