O culto ao Keane no Brasil

Estadão

08 de abril de 2013 | 12h00

AE – Agência Estado

O Brasil cria alguns cultos particulares a certas bandas internacionais. Echo and the Bunnymen, por exemplo, revive aqui. E Deep Purple. E Jethro Tull. E também o grupo britânico Keane é venerado por essas bandas e muito também pelos argentinos, o que provoca a curiosidade até de seus integrantes. Eles tocaram na última quarta-feira no Credicard Hall, com abertura do Vanguart.

Tom Chaplin, o cantor do Keane, postou nesta terça-feira no Facebook: “Saudações do Brasil! Acabamos de desembarcar em São Paulo para a surpreendente e adorável novidade (de saber) que Hopes & Fears (primeiro disco do grupo, de 2004) ficou em segundo lugar na enquete dos discos favoritos da Radio 2.

Lembrando de quando o fizemos, a gente tava ainda longe de fazer da música a história de nossas vidas. Por isso nenhum de nós, em nossos sonhos mais remotos, jamais esperou tanta aprovação, amor e adulação pelos nossos esforços. Muito feliz de ouvir que o disco continua a figurar como bom após todos esses anos”.

Há duas semanas, o baterista Richard Hughes (que forma com Chaplin, o tecladista Tim Rice-Oxley e o baixista Jesse Quin o grupo Keane) falou à reportagem sobre a especial popularidade de que desfrutam aqui – e que põem à prova pela quarta vez em show no Credicard Hall. “Não sei explicar por que somos tão populares aqui. É uma coisa interessante: mesmo no Reino Unido, as pessoas nos recebem com carinho, mas aqui desfrutamos de muito mais afeto. As pessoas simplesmente gostam da gente, e é recíproco. Nós nos sentimos como se estivéssemos em casa. A coisa mais importante não é a explicação, mas o fato de que isso nos motiva a voltar, e o público agradece do seu jeito admirável”, afirmou Hughes.

É claro que a explicação para o Fator Keane pode ser do tipo despeitada, mas há também elementos objetivos. Um deles é a excepcional voz de Tom Chaplin, sempre impressionante. Ele já chegou a ser apontado quase por unanimidade como “o único no mundo pop capaz de substituir, mesmo que por alguns momentos, o cantor Freddie Mercury”. Isso aconteceu após um convite para interpretar “It?s a Hard Life”, do Queen, num show beneficente, The Prince?s Trust Rock Gala, ao lado dos ex-parceiros de Mercury. Chaplin comoveu.

O Keane esteve aqui em agosto do ano passado, abrindo o evento Live Music Rocks, que tinha como estrela principal o Maroon 5. O grupo está em turnê promovendo o disco mais recente, “Strangeland” (2012, produzido por Dan Grech, que trabalhou em discos do Radiohead e The Vaccines). A atual turnê, segundo a assessoria da Time for Fun, que realiza o show, já passou pelo Reino Unido, Japão, Taiwan, Canadá e Estados Unidos e, depois de São Paulo, seguirá por Peru, Chile e Argentina.

 

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