O casos sonoro e a esquisitice do Diablo Swing Orchestra

Estadão

20 de outubro de 2010 | 16h36

Marcelo Moreira

Tango, heavy metal, música caribenha e música erudita. E mais algumas coisas. Provavelmente não existe coisa mais esquisita no mercado musical do Diablo Swing Orchestra, um amontoado de músicos de origem sueca sem formação permanente. Tudo o que se ouve nos álbuns do grupo é o caos sonoro que dificilmente o Gogol Bordello, outra maluquice sonora, consegue chegar perto.

A banda surgiu em 2003 e tem o heavy metal como base, segundo conta o próprio líder, Daniel Hakanson, um dos artistas mais pirados que observei no rock . A originalidade do som do grupo está na mistura de estilos, a exemplo da música “Balrog Boogie”, com forte influência do jazz. 

Há músicas com uma base totalmente blues, apesar das letras satíricas e dos elementos estranhos ao rock.  Outras trazem elementos burlescos e menções à “western music”, tais como o violão e grilos cantando (?!?!?!?!?!). 

A crítica musical inglesa tentou rotular o som do gru0po como avantgarde metal. Håkansson diz preferir classificar de “riot-opera” como a melhor definição para as músicas. Seja lá o que for, tudo soa muito estranho, e surpreendentemente bom e interessante. A melhor coisa é a vocalista soprano AnnLouice Lögdlund, cantora profissional de ópera. 

THe Butcher's Ballroom

O nome da banda tem uma história muito boa, que está resumida, em português, no blog “O Estranho Mundo de Fred”:

A origem remonta ao ano de 1501, na Suécia. Conta a história, que uma orquestra com desempenho inigualável cuja musicalidade tão divina e sedutora envolvia pessoas de todas as classes sociais. A orquestra rapidamente alcançou projecção, arrebatando uma multidão que seguia ao seu redor.

A sua reputação de enfeitiçar as pessoas, porém, ficou mal vistas pelos olhos da Igreja, que a referia com “orquestra do diabo”, condenando os músicos à morte por enforcamento. 

Contudo, supostamente, foi deixada uma carta aos seus descendentes para que reunissem a orquestra. Durante a Idade Média, o Sib (Si bemol) fora considerada uma nota proibida. Segundo a crença, quem tocasse essa nota estaria invocando ao Diabo. 

São dois álbuns até agora: “The Butcher’s Ballroom” (2006) e “Sing Along for teh Damned and Delirious” (2009), um melhor do que outro. É a coisa mais original que ouvi em muito tempo.

 

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