Novo CD do Accept não empolga

Estadão

27 de agosto de 2010 | 16h50

Marcelo Moreira

O grupo alemão Accept foi a primeira grande banda de heavy metal não britânica a estourar dentro do movimento chamado New Wave of British Heavy Metal. Com um som duro, mas vigoroso e bastante pesado, conseguiu se igualar aos conterrâneos do Scorpions em popularidade nos anos 80 e cometeram alguns dos discos mais importantes do rock pesado, como “Metal Heart”, “Restless and Wild” e “Balls to the Walls”.

A grande atração era o vocalista Udo Dirkschneider, um baixinho que tinha uma voz rasgada como uma serra elétrica – era o Pato Donald cantando metal.

O sucesso foi estrondoso, mas também gerou tensões internas que culminaram com a saída do vocalista em 1988. Ele voltaria mais duas vezes, mas a banda nunca mais atingiu um patamar aceitável de vendas.

Capa do CD

Capa do CD "Blood of the Nations"

Após anos afastados das paradas, eis que em 2009 membros remanescentes resolver ressuscitar pela terceira vez o Accept. Mesmo com o revés da recusa de Dirkschneider de retornar, a banda foi em frente e ressurge com um novo vocalista, o norte-americano Mark Tornillo, e um novo álbum, “Blood of the Nations”.

O som é moderno, mais pesado do que nos anos 80, e o novo vocalista é competente, mas falta alguma coisa. Falta o diferencial. Falta Udo, o baixinho da serra elétrica. Sem isso, o novo CD é um álbum comum – melhor do que 80% do que se faz atualmente, mas ainda assim comum na comparação com o que a banda fazia há 25 anos.

Vale pela curiosidade, mas prefira os clássicos. Se quiser conferir, abaixo está o clipe da música “Teutonic Terror”, com Mark Tornillo cantando.

Tudo o que sabemos sobre:

AcceptUDOUdo Dirkschneider

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: