Nirvana no limite em 'Live at the Paramount'

Estadão

30 Janeiro 2012 | 12h03

Roberto Nascimento

Live at the Paramount foi gravado em 1991, em um momento crucial para Kurt Cobain e o Nirvana. O histórico Nevermind acabara de ser lançado e Smells Like Teen Spirit estava em rápida ascensão nas paradas. Em breve, o sucesso internacional abraçaria uma banda que tinha no seu cerne o intuito de fazer música que rompesse com o status quo. Este momento ansioso e levemente confuso é traduzido em distorções de voz e guitarra durante um show demolidor da banda de Seattle.

A inquietação pode ser ouvida nitidamente quando Kurt toca os primeiros acordes do seu hit mais conhecido em um andamento bem acima do normal; quando Kurt transforma sua voz em um gemido grave e gutural depois de esfolá-la nos agudos. Para uma banda que não tem escacez de material gravado ao vivo, Live at the Paramount se destaca por ser o retrato de um momento que gostamos de lembrar. Kurt, o gênio à beira do precipício, antes de passar pela porta da qual não retornaria.

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