Mùsica finalmente no Metal Open Air – e um músico defende os organizadores

Estadão

21 de abril de 2012 | 02h15

Marcelo Moreira

Com público bem abaixo do esperado, o Metal Open Air, festival de heavy metal realizado em São Luís neste final de semana, teve seu primeiro dia de música turvado por atrasos imensos e problemas estruturais sérios. Quando a música rolou, parte dos problemas foi esquecida e alguns shows agradaram.

Foi o caso dos canadenses do Exciter, que abriram oficialmente o festival depois de cinco horas de atraso. Causou boa impressão também a banda israelense Orphaned Land, com seu metal recheado de elementos orientais. A banda brasileira Almah, liderada pelo vocalista Edu Falaschi (Angra), começou a tocar no começo da noite e fez um show competente, como sempre. Mas chamou a atenção o fato de Falaschi ser até agora o único músico a defender os organizadores, tanto em entrevistas como no Twitter e no Facebook.

“Em todos os festivais acontecem problemas estruturais e aqui não foi diferente. O festival vai até o fim”, tentou tranquilizar os espectadores durante a sua apresentação. Mais tarde, nas redes sociais, continuou a contemporizar: “O Wacken começou assim, o Rock in Rio teve vários problemas, então estamos só no começo, vamos apoiar. Obrigada a todos que acreditam no metal nacional. Vamos nos unir porque gente contra a gente já tem demais. Estamos enfrentando problemas, mas tudo vai ser superado.”

O primeiro dia deveria ser fechado pelo gigante Megadeth no começo da madrugada.

 

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