Mundo indie se encontra no Planeta Terra

Estadão

05 de novembro de 2011 | 06h52

Pedro Antunes

Em 14 horas, os 25 mil ingressos se esgotaram. Muita gente xingou muito no Twitter, mas sem sucesso. Quem comprou, comprou, e agora é encontrar alguém disposto a abrir mão de shows como Strokes, Beady Eye e treze outros , atrações do badaladíssimo Planeta Terra, festival de música alternativa que invadirá hoje, a partir das 16h, o Playcenter, na zona oeste.

Todo o rebuliço por essa espécie de micareta indie começou e apenas cinco bandas, além de Strokes e a nova banda de Liam Gallagher, ex-Oasis, haviam sido anunciados Toro Y Moi, Vaccines e Peter Bjorn and John – as duas últimas acabaram por cancelar a participação no festival.

Aos poucos, o line-up ficou completo e dividido entre os dois palcos, o Sonora e o Indie, cada um em um canto oposto do parque de diversões. Mas, diferentemente de outros tantos festivais, o Planeta Terra promove shows simultaneamente e, com isso, oferece um desafio aos fãs: criar um roteiro próprio para assistir aos shows.

A distância entre os palcos é ótima para evitar qualquer interferência sonora, mas causa um outro problema. É preciso escolher entre as atrações e fazer uma programação, o que, às vezes, não é das tarefas mais fáceis.

Beady eye, uma das atrações do Planeta Terra

Tudo fica ainda mais difícil quando o caminho de acesso entre os palcos for apertado. Em 2010, por exemplo, o congestionamento de pessoas lembrava uma espécie de Rua 25 de Março em fim de dezembro, numa versão indie, repleta de sujeitos com camisas xadrez e moças moderninhas.

A organização do evento afirmou que o espaço será aumentado nesta edição, mas vá preparado para demorar alguns minutos na transição entre os palcos, mas não custa nada se programar.

Principal atracação da noite, os Strokes são praticamente os únicos a não disputar espaço (e público) com ninguém. Seu show está marcado para começar à 1h30, já na madrugada de domingo, e, enquanto isso, o palco alternativo ficará vazio até às 2h15, quando a Groove Armada fechará a edição do festival. De resto, é um duelo de popularidade.

O rapper do momento Criolo, grande vencedor do VMB deste ano, ao levar três prêmios para casa, disputará o público que ainda estará chegando com a banda Selvagens à Procura de Lei, que precisou vencer um concurso para se apresentar ali. Os dinossauros do manguebeat da Nação Zumbi enfrentarão o trio sorocabano de garage rock e letras em inglês The Name.

Quando a noite se aproxima, os embates entre os queridinhos da crítica internacional tornam-se colossais. Os canadenses do Broken Social Scene contra o líder do movimento chillwave, uma música lambuzada de sintetizadores e loop, o tímido Toro Y Moy.

O sempre hype Interpol dividirá as atenções com o grupo Gang Gang Dance, uma banda espoleta e experimental de Nova York – chamada na última hora, após a desistência do Peter, Bjorn and John – e, depois, medirá forças com um ex-Oasis e seu Beady Eye.

Tudo, obviamente, não passa de um bom problema. As atrações do festival, este ano, dão água na boca dos fãs de música alternativa e ainda trazem de volta os queridinhos Strokes, com um disco novo na bagagem, Angles, em sua segunda passagem pelo Brasil. Quem ficou sem ingresso pode assistir aos shows, ao vivo, no Terra TV (terratv.terra.com.br). E, claro, reclamar (e vibrar) muito no Twitter.

 

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