Motorhead lidera os ótimos lançamentos deste final de ano

Estadão

26 de dezembro de 2011 | 06h47

Marcelo Moreira

O ano termina, mas o mercado musical continua bastante aquecido. Algumas novidades já estão nas lojas virtuais internacionais e são mais do que biscoitos finos. São verdadeiras pérolas.

“The World is Ours, Vol. 1: Everywhere Further Than Everyplace Else” é um suculento pacote com DVD/CD ao vivo e duplo do Motorhead, gravados na última e recente turnê do trio – que passou pelo Brasil no Rock in Rio 4, em setembro.

Filmado e gravado e vários trechos da turnê, estranhamente o CD duplo traz cinco músicas repetidas: “We Are Motorhead”, “Stay Clean”, “Get Back In Line” “I Know How To Die” e “The Thousand Names Of God”.

Traz também faixas do último álbum, “The World Is Yours”, como a citada “Get Back in Line”, e convidados especiais: a cantora alemã Doro Pesch participa em “Killed by Death”, na companhia de Todd Youth, e Michael Monroe, ex-vocalista da banda finlandesa Hanoi Rocks na música “Born to Raise Hell”.

A banda dinamarquesa Royal Hunt, liderada pelo multiinstrumentista Andre Andersen, retorna com seu heavy metal épico e conceitual em “Show Me How to Live”, tendo como novidade o retorno do vocalista norte-americano D.C. Cooper, que cantou em dois álbuns da banda nos anos 90.

O Cage, expoente mais importante do power metal sinfônico dos Estados Unidos, antecipou o lançamento de “Supremacy of Steel”. A banda se afasta um pouco da linha inaugurada pelo Manowar nos anos 80, com temas épicos, mas ainda continua presa aos temas conceituais e históricos. O álbum entretanto, é excelente, com muito peso e bom gosto no repertório.

O Rush retorna ao mercado não exatamente com um lançamento inédito, mas é algo simplesmente matador para os fãs. “Sector 1”, “Sector 2” e “Sector 3” compõe uma grande caixa – “Sectors Box” –  com a reedição dos 15 primeiros álbuns do trio canadense remasterizados e com farto material gráfico e fotográficos, em livretos caprichados e muito informativos. É caríssimo, obviamente, mas se trata de um produto de altíssima qualidade.

Por fim, duas bandas veteranas retornam às atividades. Os japoneses do Loudness, o maior nome do metal daquele país, lançam o pesadíssimo “Eve to Dawn”, soando bastante moderno, mas muito mais veloz do que o normal.

Já “The Landing” é a nova obra do Iron Savior, projeto do guitarrista alemão Piet Sielck que virou banda ainda nos anos 90, mas que estava parada havia quase dez anos.

Ex-parceiro de Kai Hansen nos primórdios do Helloween, Sielck optou por se tornar produtor e foi responsável por grandes trabalhos de artistas europeus de metal nos anos 90.

Depois de muita insistência de Hansen, finalmente gravou um álbum sob o nome de Iron Savior, projeto pesado e com nítida influência do Judas Priest.  “The Landing” retoma o power metal dos primeiros trabalhos dos anos 90, mas é um trabalho mais vigoroso, com belos duelos de guitarra e bateria extremamente violenta.

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