Morre Ray Manzarek, tecladista da banda The Doors

Estadão

20 de maio de 2013 | 18h55

Marcelo Moreira, com informações do site Whiplash

Este é o fim, meu amigo, e é o fim de Ray Manzarek, tecladista do grupo norte-americano The Doors, banda rara que fez sucesso sem ter baixista fixo e com um som de baixo simplesmente ridículo ao vivo no começo de sua carreira, a cargo do tecladista, que o fazia em um pedal de seu teclado.

Manzarek morreu nesta segunda-feira pela manhã, na Clínica Romed em Rosenheim, Alemanha, após uma longa batalha contra o câncer do ducto biliar. Ele tinha 74 anos. O músico foi o fundador dos Doors, que se formaram em 1965, quando o tecladista teve um encontro casual na praia de Venice Beach com o poeta Jim Morrison, que nada entendia de música.

The Doors tornou-se um dos mais polêmicos atos de rock da década de 1960, vendendo mais de 100 milhões de álbuns no mundo inteiro, e recebeu 19 discos de ouro, 14 de platina e cinco multi-platina nos EUA. No entanto, com certeza foi uma das bandas mais superestimadas da história, ao lado de coisas como Smiths, Mutantes e Legião Urbana.

Parte de seu sucesso ocorreu graças a Morrison, com seu estilo messiânico que beirava a mais pura encenação barata/embromação e suas letras dispersivas e supostamente embrulhadas em um ocultismo igualmente barato. O que não ofusca alguns bons momentos, como a provocativa “The End” e “Five to One”, as viajantes e bem construídas (graças a Roobie Krieger, o guitarrista e a Manzarek) “LA Woman” e “Riders on the Storms” e aos blues acelerados “Break On Through To The Other Side” e ao grande hit “Light My Fire”, talvez a única música da banda com qualidade a figurar  entre as grandes da história do rock.

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Após a morte de Morrison em 1971, Manzarek passou em carreira solo a ser um autor best-seller, e um artista indicado ao Grammy. Em 2002, ele revitalizou sua carreira em turnê com o guitarrista e colaborador de longa data do Doors, Robby Krieger.

“Fiquei profundamente triste ao ouvir sobre o falecimento do meu amigo e companheiro de banda Ray Manzarek hoje”, disse Krieger. “Estou feliz por ter sido capaz de tocar as canções do Doors com ele durante a última década. Ray foi uma grande parte da minha vida e sempre vou sentir falta dele.”

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