Mindflow honra o prog metal brasileiro

Estadão

06 de outubro de 2010 | 16h30

Marcelo Moreira

O Dream Theater brasileiro. Essa foi a forma que o baterista Mike Portnoy se referiu à banda paulista Mindflow quando escutou algumas faixas do CD “Destructive Device”, lançado em 2009. Portnoy hoje não está mais no Dream Theater, mas deu a declaração a alguns fãs em sua última passagem pelo Brasil, em março deste ano

O Mindflow justifica a admiração de Portnoy em seu novo lançamento, o quarto de estúdio, “365”, que se mostra superior ao anterior e credencia o grupo como o maior nome do metal progressivo nacional.

O novo álbum foi inovador desde o começo. São 12 faixas que foram iam sendo liberadas mensalmente, por meio de download gratuito, a fãs cadastrados no site do grupo. A estratégia de divulgação foi bem sucedida e amplou consideravelmente a base de fãs do grupo.

Formada pelos músicos Rafael Pensado (bateria), Danilo Herbert (vocal), Rodrigo Hidalgo (guitarra) e Ricardo Winandy (baixo), a banda Mindflow aposta em um som elaborado e em temas conceituais, com guitarras altas e na “cara”.

“No ”365′ procuramos reagir aos acontecimentos mundiais que ocorriam enquanto escrevíamos as músicas. ‘Crisis FX’, música que lançamos em fevereiro, é uma homenagem às vitimas da tragédia no Haiti. ‘Thrust into this Game’ é uma crítica à política brasileira, que em setembro de 2009 passava por mais uma onda de escândalos envolvendo nossos representantes. O MindFlow tem um estilo definido de fazer músicas, então, mesmo alterando estilos dentro do disco, acho que conseguimos manter uma unidade forte”, declarou Rodrigo Hidalgo ao site Território da Música neste ano

O comentário de Mike Portnoy não foi gratuito. Apesar do pouco tempo de carreira, o grupo Mindflow já fez uma bem-sucedida turnês pelos Estados Unidos em 2009 e tocou no ProgPower Metalfest, o maior do gênero no mundo. Antes, a banda passou pela Coreia do Sul e pela Espanha.

Para quem gosta de Angra, Almah e Shaman, a audição de qualquer CD do Mindflow é obrigatória.

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