Michael Schenker também vai tocar em Goiânia

Estadão

22 de fevereiro de 2011 | 23h52

Só para lembrar que o guitarrista alemão Michael Schenker, que toca em São Paulo no domingo, no Manifesto Bar, também toca em Goiânia amanhã, quinta-feira, em Goiânia, no Bolshoi, em sua segunda passagem pelo Brasil. O texto sobre  apresentação goiana é do jornalista Adalto Alves, que trabalha com eventos no Estado de Goiás e está divulgando a passagem de Schenker por lá:

Michael Schenker completou 30 anos de carreira em 2010. A comemoração estende-se em apresentações no Bolshoi e no Manifesto Bar, em São Paulo. O guitarrista alemão vem acompanhado por David Van Landing (vocal), Elliott Dean Robinson (baixo), Wayne Findlay (teclados) e Carmine Appice (bateria).

O período refere-se à existência do The Michael Schenker Group (MSG). O primeiro disco batizado com o nome do grupo foi lançado em 1980. Michael aparece na capa sem camisa e descalço, numa cadeira de dentista, no interior de um galpão misterioso, observado por uma enfermeira.

Em seu melhor desempenho como líder incontestável de uma banda, ele conta com Gary Barden (vocal), Mo Foster (baixo), Simon Philips (bateria) e Don Airey (teclados). A produção é de Roger Glover, do Deep Purple.

Gary Barden e Simon Philips estiveram no show do Japão, ano passado, em homenagem ao aniversário de três décadas, com Neil Murray (baixo) e Wayne Findlay (teclados).

Entre as 18 faixas que resultaram no CD duplo The 30th Anniversary Concert – Live in Tokyo, eles revivem seis das nove músicas do álbum de estreia. Para se ter uma ideia da importância desse trabalho na história do quinteto.

Michael aproveita a oportunidade e lembra as bandas pelas quais passou antes do MSG. Trajetória que acrescenta nove anos ao seu currículo de veterano.

Em 1972, com apenas 17, ele e o irmão mais velho, Rudolf, lançaram Lonesome to Crow, o primeiro disco do Scorpions. O segundo, Fly to the Rainbow, saiu dois anos depois. Foi quando Michael chamou atenção do vocalista Phil Moog e recebeu convite para fazer parte do UFO.

Ele embarcou no objeto voador e ficou lá até 1979. Fase criativa que deixou marcas antológicas no rock pesado, como Force It e Lights Out. Phenomenon, do mesmo ano que Fly to the Rainbow, deu a Michael o status de herói da guitarra.

O consumo excessivo de álcool e de outras substâncias impediu a convivência dos alienígenas. A despedida, com Strangers in the Night, foi gravada ao vivo.

Depois do UFO, Michael participou de três faixas de Lovedrive, do Scorpions. Mas não voltou a estabelecer uma parceria com o irmão. Estava decidido a expandir o ego sem a interferência de terceiros. Daí o surgimento do MSG, que exibe mais de 20 lançamentos, até agora.

De vez em quando, Michael reembarca no UFO. Em 1995, eles gravaram Walk on Water. Em 2000, gravaram Covenant. Em 2002, foi a vez de Sharks. Em 1998, ele viajou em turnê com Joe Satriani e Uli Jon Roth, no projeto G3. Sempre com sua marca registrada, a guitarra Flying V.

Espetáculo à parte, o baterista do MSG, Carmine Appice, é dono de uma respeitável lista de colaborações. Vanilla Fudge e Cactus são medalhões do seu passado. Como Beck, Bogert & Appice, que formou nos anos 70 com Jeff Beck (guitarra) e Tim Bogert (baixo).

Entre outros, Carmine esteve com Blue Murder, KGB, King Kobra, Paul Stanley (do Kiss), Rod Stewart, Ozzy Osbourne, Pink Floyd (no disco Momentary Lapse of Reason), Ron Wood (dos Rolling Stones), Stanley Clarke, Ted Nugent e Tommy Bolin (do Deep Purple).

O irmão de Carmine, Vinnie, que também é baterista, tocou durante anos com Ronnie James Dio, que foi vocalista do Rainbow e do Black Sabbath.

The Michael Schenker Group
ex-guitarrista do UFO e Scorpions

Onde: Bolshoi Pub (Av. T-2, esq. c/ R. T-53, Setor Bueno, tel. 3281-6581)
Quando: Quinta-Feira, 24 de Fevereiro
Horário: 22 horas
Entrada: R$ 80 (antecipado nas lojas American Music e Harmonia Musical)
R$ 100 (na bilheteria, sujeito a alteração depois das 22h30)

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