Megadeth enxuto faz show admirável e agrada em São Paulo

Estadão

14 de outubro de 2013 | 00h16

Marcelo Moreira

Dave Ellefson (esq.) e Dave MUstaine, do Megadeth, em São Paulo (FOTO: LUCIANO PIANTONNI)

Qualquer banda que tivesse a honra de abrir um show do Black Sabbath com Ozzy Osbourne com certeza estaria preocupada. Por mais que fosse veterana, estaria realmente à altura de enfrentar 70 mil pessoas e fazer jus à escolha? Tal preocupação nem passou pela cabeça de Dave Mustaine e seu Megadeth na última sexta-feira em São Paulo. O quarteto de thrash norte-americano entrou em campo jogando em casa e com o jogo ganho.

A banda frequenta o Brasil com muita assiduidade. Quase sempre se dá bem, exceto no ano passado, quando sofreu com a incompetência e os problemas absurdos no Metal Open Air, de São Luís (MA) – e ainda teve a decência de tocar algumas músicas em respeito aos coitados que estavam no local, lesados por empresários ambiciosos e gananciosos.

Em São Paulo, Mustaine e sua turma se sentem em casa. Aproveitando a superestrutura do Black Sabbath, fizeram, um show ótimo, recheado de hits e clássicos, com pouco espaço para a  novo álbum, “Super Collider”. Entrosamento perfeito, boa escolha de músicas, quase nenhuma conversa e “pau na máquina”. O Megadeth arrancou aplausos efusivos de uma galera que ainda chegava ao Campo de Marte por volta de 19h30, enfrentando dificuldades imensas para chegar à zona norte da capital.

Com a introdução de Prince of Darkness, o público delirou e logo cantou inteirinha a maravilhosa “Hangar 18”. As pauladas continuaram com “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour”. Com o som nítido e bom, o público pôde apreciar com entusiasmo as boas “She-Wolf” e “Sweating Bullets”, assim como a recentes “Kingmaker”, do novo álbum, “Super Collider”, para engatar novamente uma sequência matadora com “Tornado of Souls”, “Symphony of Destruction” e “Peace Sells”, acabando em altíssimo estilo com a mais do que clássica “Holy Wars…The Punishment Due”, que com riffs matadores, fechou brilhantemente o espetáculo. Satisfeito e extasiado, Mustaine sabia que que tinha ganho o jogo, e de goleada. Não poderia haver escolha mais acertada para recepcionar o Black Sabbath.

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