Max Cavalera vem ao Brasil para lançar CD e autobiografia

Estadão

20 de agosto de 2013 | 06h54

Marcelo Moreira

Novo álbum, nova turnê, nova fase da vida. Nada é capaz de perturbar o guitarrista e vocalista Max Cavalera, do Soulfly, o artista brasileiro mais bem sucedido internacionalmente da atualidade. Prestes a embarcar para uma pequena turnê pelo Brasil, nem mesmo os problemas que o filho Zyon está encontrando para obter visto para vir à terra do pai o tira do sério. “Quero muito que ele vá comigo, quero-o no palco tocando comigo. É uma das coisas que mais me deixam feliz hoje”, diz o músico, por telefone algum tempo antes de subir ao palco para um show em Austin, no Texas.

Max retorna ao Brasil com sua banda principal em um momento em que “Savages”, o novo álbum, está prestes a ser lançado, assim como a sua autobiografia, prontinha e com versão em português. O álbum deve chegar ás lojas em setembro, e o livro, editado pela Ediouro, em outubro. “As coisas sempre caminharam bem com o Soulfly, tive o privilégio de tocar com grandes músicos e compor músicas legais. O novo álbum está pesado e diversificado.”

O guitarrista nunca foi muito chegado a discos conceituais, mas parece ter mudado de opinião com a nova obra. Segundo ele, todas as músicas estão conectadas ao título, “selvagens” em português, e remetem a uma passagem de violência da história ou da atualidade. “Há uma canção chamada ‘Canibal Holocaust’, que também é o nome de um filme clássico bem antigo; há uma chamada ‘El Comegente’, que significa ‘comedor de pessoas’, um canibal, que é sobre um serial killer da Venezuela, que era um canibal. Esta faixa é cantada meio em espanhol, meio em português, é algo um pouco diferente do que estou acostumado a fazer com o Soulfly.”

As participações especiais, outra marca da banda, permanecem. A música “Ayatohlah”, tem a presença de Neil Fallon, da banda Clutch, que fez a letra. Boa parte das músicas é mais longa do que o normal, com mais de seis minutos, com riffs pesados e velozes. “Nada de rock progressivo, mas são coisas mais elaboradas, densas, trabalhadas. É o caso de uma canção com o Mitch Harris, do Napalm Death, chamada ‘K.C.S. (Kill, Cut, Scalp)’. O disco é diferente de tudo o que o Soulfly  já fez, com várias canções longas, com mais de seis minutos. Tem muitos solos, está bem heavy metal. Não é tão rápido, é mais lento e tem uns grooves muito legais.”

Sobre o livro ele não adianta o que vem por aí. Prefere deixar que o leitor se surpreenda. Não só vai trazer a trajetória do guitarrista desde a criação do Sepultura como muito de sua visão de mundo e informações interessantes sobre seu processo de composição e como consolidou o Soulfly depois de 12 anos com a antiga banda.

Volta da formação clássica do Sepultura? Não parece ser um momento propício para repisar um assunto que sempre esbarra na mesma tecla. A carreira do Soulfly está mais do que bem encaminhada e seus antigos companheiros não demonstram o menor interesse e conversar sobre o assunto. melhor assim. Max e sua banda farão única apresentação na capital paulista no dia 25 de agosto, no Carioca Club, com a banda de abertura The Silence, durante turnê de divulgação do álbum “Savages”. Os ingressos custam R$ 80 (pista, primeiro lote) e R$ 120 (camarote) e estão à venda no site da X Live Music.

Capa do disco novo do Soulfly,

Lista de músicas de “Savages”:

01. Bloodshed [com Igor Cavalera]
02. Cannibal Holocaust
03. Fallen [com Jamie Hanks]
04. Ayatollah Of Rock ‘N’ Rolla [com Neil Fallon]
05. Master Of Savagery
06. Spiral
07. This Is Violence
08. K.C.S. [com Mitch Harris]
09. El Comegente [com Tony Campos]
10. Soulfliktion
11. Fuck Reality (bônus track)
12. Soulfly IX (bônus track)

 

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