Mark Farner traz o espírito do Grand Funk ao Brasil

Estadão

10 de março de 2012 | 13h32

Marcelo Moreira

A religião faz bem a certas pessoas, e este é o caso de Mark Farner, guitarrista e vocalista da fantástica locomotiva do rock dos anos 70 Grand Funk Railroad. O músico está na cidade com sua banda solo para tocar seus grandes sucessos e o de sua banda antiga no Via Marquês, na zona oeste da cidade, neste sábado.

Farner é um dos grandes nomes do rock. Embora sem grande repercussão fora dos Estados Unidos, o Grand Funk Railroad foi gifante entre 1969 e 1980 em seu país. Na maior parte do tempo um trio – Farner, Don Brewer (bateria e vocais) e Mel Schacher (baixo) -, tornou-se uma poderosa máquina de hits e de peso, ofuscando até mesmo Led Zeppelin.

A conversão de Farner ao cristianismo tornou-o um homem mais centrado e mais compreensivo. É de um otimismo irritante e tem uma simpatia incomum entre os astros do rock. “Astro fica por sua conta. Sou um músico que ama o que faz, amo o rock e adoro tocar pelo mundo. Astro é Mick Jagger”, disse com bom humor em uma concorrida entrevista emum hotel em São Paulo.

Ele relembrou os bons momentos do Grand Funk e disse que está aberto a discutir com os ex-companheiros uma reunião da formação original, mas dede que seja tudo pela música. “Saí em 1980 e voltei brevemente em 1992. Ainda temos pendências para resolver, mas não somos inimigos. Aceito conversar numa boa”.

O Grand Funk está na ativa até hoje, mas somente com o baterista Don Brewer como membro original. Um dos guitarristas é Bruce Kulick, ex-Kiss. Sem alterar a voz, Farner disse que nunca ouviu essa versão da banda  e que  não tem interesse nenhum em ouvi-los. “Não faz entido existir Grand Funk sem o seu guitarrista, vocalista e fundador, que sou eu, que ainda por cima escreveu 90% das músicas.”

Mesmo vivendo um drama pessoal – seu filho quebrou o pescoço há oito meses devido a um acidente -,  o guitarrista afirmou que encara com firmeza e determinação a turnê sul-americana. “As turnês são como uma terapia, e ser recepcionado da forma estou sendo no Brasil é uma amostra de como sou felizardo por ser um músico reconhecido. Tenho de retribuir isso de alguma forma.”

Lenda

Para se ter uma ideia da importância do Grand Funk nos anos 70, imagine o U2, uma bada irlandesa, disputando espaço a tapas nos anos 70 com gigantes como Led Zeppelin, Who, Faces, Rolling Stones, Queen, Black Sabbath, Deepu Purple e mais uma série de bandas fantásticas. Depois imagine o U2, por cinco anos seguidos, vendendo mais ingressos e mais discos do que alguns dos gigantes mencionados.

É mais ou menos isso o que ocorreu com a banda Grand Funk Railroad, uma das mais importantes dos Estados Unidos naquela década e a única da América que conseguia rivalizar com o esquadrão britânico de astros do rock.

Lotando estádios e lançando LPs memoráveis, o Grand Funk se tornou a grande banda dos Estados Unidos e mostrou como se fazia rock pesado com virtuosismo, abrindo caminho para bandas importantes de hard rock como as canadenses April Wine e Bachman Turner Overdrive e a norte-americana Blue Oyster Cult – que tocou este ano em São Paulo.

Apesar do estrondoso sucesso do grupo Grand Funk desde 1969, a coisa nunca foi fácil para o trio, completado pelo baterista e vocalista Don Brewer e pelo baixista Mel Schacher. As encrencas com o empresário Terry Knight foram tantas que a banda quase foi à falência por três vezes entre 1970 e 1973. Quando Knight foi demitido o trio precisou encarar uma longa batalha judicial para tentar se livrar de um pedido milionário de indenização.

Uma das performances históricas do Grand Funk aconteceu no Detroit’s Olympia Stadium, durante a turnê em que eles abriram para o Led Zeppelin. A performance agradou tanto que Peter Grant, empresário da banda principal, desplugou os músicos e finalizou a exibição antes do previsto.

A banda deixou o palco ovacionada. Quando o Led Zeppelin entrou em cena, metade do público tinha ido embora. Algo semelhante aconteceu em Cleveland, dias depois, e o Grand Funk “despedido” da tour, nunca mais sendo convocado para tocar ao lado da banda de Jimmy Page.

Os ingressos para a apresentações da “The Loco-Motion Tour” no país já estão à venda e também pode ser adquirido pela internet, no site da Ticket Brasil.

Serviço São Paulo

Mark Farner (ex-Grand Funk Railroad) – The Rock Patriot
The Loco-Motion Tour
Data: 10/03/2012 – sábado
Endereço: Av. Marquês de São Vicente, 1589 – Barra Funda – viamarques.com.br.
Telefone: Tel.: (11) 3615-2060
Horário do Show: 22h – pontualmente!
Banda de Abertura: 21h (a confirmar)
Convidado especial: DJ Índio
Ingressos:
1° lote pista: R$ 100,00 (meia entrada e promocional)
2° lote pista: R$ 120,00
Mezanino R$ 150,00
Camarote: R$ 200,00
Pontos de venda: Galeria do Rock – Aqualung, Baratos Afins, Paranoid, Consulado do Rock, Animal, Die Hard
Santo André: Metal CDs
Bilheterias da Via Marquês.
Venda online: Ticket Brasil – http://www.ticketbrasil.com.br
Imprensa: (13) 9161.6267

Serviço Porto Alegre

Data: 11/03/2012 – domingo
Local: Opinião – Rua José do Patrocínio, 835
Hora: 21h
Ingressos
PISTA: 1º lote R$ 80,00 | 2º lote R$ 100,00 | 3º lote R$ 120,00
CAMAROTE/MEZANINO: 1º lote R$ 140,00 | 2º lote R$ 160,00 | 3º lote R$ 180,00
Pontos de venda
Online – www.opiniaoingressos.com.br
Multisom – Rua dos Andradas, 1001
Multisom – Shopping Iguatemi
Multisom – Praia de Belas Shopping
Informações: www.abstratti.com.br – (51) 3026-3602

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