Mais um caça-níquel desnecessário do Motorhead

Estadão

29 de setembro de 2010 | 16h38

Marcelo Moreira

Essa é mais uma da série caça-níquel e mais do mesmo. O Motorhead, força máxima do heavy metal e ícone do rock mundial, acaba de colocar na praça mais uma coletânea, a sexta “oficial” de seus 35 anos de careira. “Ace Up My Sleeve” traz parte daquilo que o trio melhor produziu em 20 canções maravilhosas.

A questão é: o que justifica mais uma coletânea em tempos em que todo mundo tem quase tudo de sua banda preferida? O que essa coletânea traz para atrair novos fãs? Nada.

Há versões ao vivo, versões de clássicos levemente diferentes das originais – coisa que quem não é fã ou quem é fã ociasional não conseguirá decifrar – e o mesmo de sempre. Estão lá as fantásticas “Ace of Spades” , “Bomber”, “Iron Fist”, “Leaving Here”, “Killed by Death”, “Motorhead”, “Damage Case” e Overkill”, além da rara e maravilhosa “Please Don’t Touch”, em dueto com as garotas do Girlschool.

Se alguém quiser mesmo conhecer a fundo a história da máquina pesada inglesa liderada por Lemmy Kilminster sem ter de gastar muito com a extensa discografia da banda, deverá ir atrás de “Stone Dead Forever”, caixa fantástica com cinco CDs e um livreto de luxo. Ali há de tudo: raridades, faixas ao vivo, versões diferentes para clássicos e muito material inédito.

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