Mais um acústico de Lulu Santos

Estadão

14 de dezembro de 2010 | 17h16

Felipe Branco Cruz

Lulu Santos é um hitmaker. É incontestável sua capacidade em compor canções atemporais como “Tudo Azul”, “Toda Forma de Amor”, “Um Certo Alguém”, “Como uma Onda”, “Tão Bem”, “O Último Romântico” e “A Cura”. É tanto sucesso que boa parte não entrou no primeiro projeto Acústico MTV que o cantor e compositor lançou em 2000.

Por isso, Lulu agora se iguala aos Titãs e torna-se o segundo artista brasileiro a gravar dois discos somente com canções desplugadas. E o novo trabalho, lançado neste mês, sai em DVD e CD e traz sucessos como “Tudo Azul”, “Adivinha o Quê?” e “Já” .

O trabalho conta com a participação especial de Jorge Ailton e Marina de la Riva. “Singular, que foi o álbum que lancei no ano passado, é um trabalho obscuro da minha carreira, pois foi bem experimental. No final da turnê eu já estava cansado daquilo tudo e de saco cheio de música eletrônica”, diz Lulu.

“Calhou da MTV me convidar para gravar mais um acústico. Aceitei. Foi bom porque voltei para os instrumentos musicais tradicionais, bem distantes dos eletrônicos”, explica o cantor ao JT, por telefone.

Para Lulu, a escolha do setl ist foi fácil. “Foi o que ficou de fora do primeiro acústico. Minha Vida e Tudo Azul, por exemplo, são canções importantes na minha carreira que mereciam uma roupagem acústica”, explica.
Polivalente

Há, no entanto, uma percepção generalizada de que os músicos que gravam os acústicos da MTV só aceitam gravar o trabalho porque estão em baixa na carreira e esta seria uma forma de alavancar o trabalho. Sobre essa percepção, Lulu encara com naturalidade as possíveis críticas.

“É um acústico que vem quase dez anos depois do outro”, diz. “É claro que gravar esse disco é uma oportunidade de mercado. Quando menciono que gravei um acústico, o produto ganha visibilidade”, explica.

O artista explica que é difícil gravar um disco e fazer o acústico, pois congrega três tipos de mídias diferentes numa só apresentação. “É um programa de televisão, um CD e um DVD. Fazer tudo isso separadamente é difícil. Quando podemos reunir num trabalho só, maximiza as possibilidades mercadológicas”, diz.

Lulu acredita, no entanto, que o álbum é uma oportunidade de reavaliar a forma de tocar suas velhas canções. “Nossas velhas canções ficam muito melhores. Quando, por exemplo, colocamos uma zabumba em Tudo Azul, percebemos que a música ficou mais potente”, avalia o artista.

No palco, além da zabumba, Lulu levou violões, saxofone, cítara, bateria e piano. Todos instrumentos tradicionais, completamente distantes da fase eletrônica dos últimos anos.

O destaque do álbum fica por conta da participação da brasileira e filha de cubano Marina de la Riva dando um toque cubano nas músicas “Adivinha o Quê?” e “Odara”, de Caetano Veloso. “Esse toque deixou as músicas completamente diferentes. Ela cantou divinamente”, elogia Lulu. O cantor já está em turnê, pelo Brasil, apresentando as músicas deste trabalho.

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