Mais lançamentos selecionados do primeiro semestre

Estadão

15 de maio de 2012 | 17h00

Marcelo Moreira
 
– Great White – “Elation” – E o Great White conseguiu recuperar a dignidade após graves problemas fora dos palcos e com a saída “forçada” do vocalista Jack Russell em razão de problemas com drogas e álcool. Bons riffs, músicas mais coesas e um rock’n roll mais direto e menos hard, sem soar pop ou rasteiro. “(I’ve Got) Something For You” é uma dasquelas músicas que arrasam quarteirão, própria para abrir shows, rápida e divertida. “Feelin’ So Much Better” segue pelo mesmo caminho, mantendo o alto astral, relembrando o que de melhor a banda fez em outros tempos. Terry Ilous, o substituto de Russell, estava tímido nos primeiros shows da banda na última turnê, mas mostra-se à vontade em “Elation” com feeling e muito carisma em músicas como “Train Of Love”, “Heart Of A Man”, “Resolution” e “Shotgun Willie’s”. Um bom álbum para um retorno digno.
 
 
 
– Biohazard – “Reborn in Defiance” – Mais um retorno digno, e bastante destruidor. O Biohazard voltou furioso e moderno, engordando bastante os timbres já naturamente pesados que sempre caracterizaram o metal do grupo com amplas doses de hardcore. A formação original está bastante afiada, eos duetos vocais entre Billy Graziadei (guitarra) e Evan Seinfeld (baixo) mostram a dupla em forma e muito entrosada. O quarteto inicia de forma magistral com a porrada  “Vengeance Is Mine” e vai no mesmo tom em “Reborn” e “Killing Me”. “Skullcrusher” e “Never Give in” também são destaques. É um dos grandes lançamentos pesados do ano.
 
 
– Command6 – “Black Flag” – Granden destaque do heavy metal brasileiro dos anos 2000, o grupo lança novo álbum com a faca nos dentes, agressivo ao extremo, moderno, bastante pesado e com um nível técnico invejável. O Command6 é uma raridade no Brasil: consegue misturar estilos e influências aparentemente incongruentese transformar em um som coeso e bastante competente.  Produzido por Bruno Luiz e Adair Daufembach – este também fez a gravação, mixagem e masterização do CD -, “Black Flag” tem vitalidade e força para ombrear as grandes bandas nacionais do gênero. Os destqques são “Crush the World”,  “Ace in the Hole”, “Sunshine”, “Dawn of Man” e “Black Flag”. Merece destaque também o excelente trabalho vocal de Wash. Como curiosidade, uma versão esquisita, mas bem pesada de “Maior Abandonado”, do Barão Vermelho. Dispensável, mas curiosa.
 
 
 
– Jeff Lomis – “Plains of Oblivion” – O fim da excelente banda norte-americana Nervermore foi traumático, com uma briga feia entre os então amigos Jeff Loomis *guitarrista) e Warrel Dane (vocalista). A banda acabou e Loomis volta a estar em evidência com seu segundo disco solo, recém-lançado pela Century Media Records, após um ano de silêncio. E o rapaz mostra que é bem relacionado, a julgar pela lista de convidados: Ihsahn (Emperor), a vocalista Christine Rhoades, os guitarristas Marty Friedman (guitarrista, ex-Megadeth), Tony MacAlpine (ex-M.A.R.S., Planet X), Chris Poland (ex-Megadeth), Attila Vörös (ex-Nevermore) e Dirk Verbeuren (bateria, Soilwork), entre outros. Produzido e mixado por Aaron Smith e masterizado por Jens Bogren temos uma produção onora extremamente límpida e audível, sem deixar de ser pesada. É um trabalho que alia virtuosismo instrumental e muita sensisbilidade, tanto nas faixas cantadas como nas mais atmosféricas. Há exemplos de músicas rápidas e agressivas, como nas instrumentais “The Ultimatum”, com um show de Tony McAlpine, com direito a duetos e solos maravilhosos, e “Escape Velocity”. Nas cantadas, “Tragedy and Harmony” é um destaque, com o bom trabalho de Christine Rhoads, além de “Surrender”, com uma interpretação de arrepiar de Ihsahn.
 
 
 
 
 

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