Lollapalooza: avaliações de outras apresentações

Estadão

11 de abril de 2012 | 12h00

Pedro Antunes e Felipe Branco Cruz

Plebe Rude – É inegável a importância do Plebe Rude para a música punk nacional. Ao lado do Inocentes, a banda liderou o movimento de contracultura, mas, há uma década, não produz material novo e relevante. Eles perderam-se no discurso e nos acordes distorcidos. O show, uma ode ao punk, não trouxe novidades, apesar do ânimo do vocalista Philippe Seabra.

Gogol Bordello – O show da banda Gogol Bordello foi um dos mais animados do dia. O grupo, que conta com músicos da Rússia, Etiópia e Israel, fez muita gente pular mesmo sob um sol escaldante. O repertório inclui My Companjera, Start Wearing e outros. Em entrevista coletiva, o vocalista Eugene Hütz disse ser fã de forró, funk e maracatu. “Gosto da mistura dos brasileiros.”

Friendly Fires – Quem assistiu ao Friendly Fires pela primeira vez anteontem, não sabe do que o trio inglês é capaz de fazer. Donos de um dos shows mais animados do cenário indie dance, eles sofreram com o péssimo sistema de som do palco Butantã e pareceram distantes – quando era possível ouvi-los com clareza. Em um lugar fechado, eles são infinitamente melhores.

Manchester Orchestra – Eles não são de Manchester e também não têm formação de orquestra. Praticamente anônima por aqui (apesar dos três discos lançados), a banda chegou e se impôs. Alia o metal com blues sulista americano, com vocais emotivos do vocalista Andy Tull. Infelizmente, com medo da chuva que viria, a banda saiu do palco minutos antes do previsto.

MGMT – O MGMT entrou no palco junto com a chuva. A apresentação foi toda seguida de raios e trovoadas. E, a cada um desses clarões, a plateia vibrava. Com uma apresentação regular, a plateia vibrou apenas durante as músicas Time to Pretende, Electric Fell e a mais famosa delas, Kids. O grupo também apresentou uma canção nova, Alien Days.

Foster the People – Poucas vezes, o hype se justifica. E o Foster The People é uma prova disso. Com um show insosso e arrastado, o trio é formado por três mauricinhos que batucam canções fáceis e até infantis. A voz de Mark Foster é fanha e chorosa, e tira qualquer vontade de dançar. A banda nem se dignificou a dar o melhor em seu maior (e único hit), Pumped Up Kicks.

Wander Wildner – Ele já foi punk e, agora, parece vestir a carapuça do brega. O gaúcho Wander Wildner foi escalado para tocar no palco Butantã, às 13h, mas não desanimou debaixo do forte sol. Nem o público, que cantou suas músicas mais famosas, como Bebendo Vinho. Infelizmente, a apresentação foi interrompida pela organização, para não estourar o tempo de show. A plateia queria mais.

Marcelo Nova – Apesar de não ser tão lembrado como deveria, Marcelo Nova encarou bem o desafio de se apresentar no palco Cidade Jardim, às 14h. Carismático, soube cativar o público. Depois de brincar com a encenação dos outros músicos, de sair e voltar para o bis, cantou Pastor João e a Igreja Invisível e Eu Não Matei Joana D’arc, seus grandes hits, fechando bem sua 1 hora de show.

TV on the Radio – O TV On The Radio veio para o Brasil e esperava uma recepção mais calorosa. A banda indie enfrentou o público do palco Cidade Jardim como atração anterior ao Foo Fighters e, infelizmente, saiu perdedora. Diante dos fãs de Grohl e companhia, o seu soul psicodélico, cheio de metais e vocais agudos, não foi capaz de angariar mais do que alguns aplausos.

Cage the Elephant – Matt Schultz, vocalista da banda Cage The Elephant, precisava provar que estava amando tocar no Brasil. A maneira mais óbvia (para ele, é claro) foi se jogar na plateia. Duas vezes. “Eu nunca tinha me jogado numa plateia tão intensa como essa”, disse. O show da banda americana foi assim, como seu vocalista: intenso. O repertório incluiu vários sucessos.

O Rappa – Matt Schultz, vocalista da banda Cage The Elephant, precisava provar que estava amando tocar no Brasil. A maneira mais óbvia (para ele, é claro) foi se jogar na plateia. Duas vezes. “Eu nunca tinha me jogado numa plateia tão intensa como essa”, disse. O show da banda americana foi assim, como seu vocalista: intenso. O repertório incluiu vários sucessos.

Band of Horses – Com um misto de rock pesado e baladas românticas, o grupo Band of Horses fez um show intimista, que ficaria melhor em um espaço menor e não em um local aberto como o Lollapalooza. O show teve início às 17h com a canção For Annabelle. “Este é nosso último show na América do Sul. Queríamos agradecer ao Foo Fighters e Joan Jett”, disse o vocalista Ben Bridwell.

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